o que teve no What Design Can Do 2016 - FAAP

o que teve no What Design Can Do 2016

o que teve no What Design Can Do 2016 - FAAP

a cidade de São Paulo recebeu em dezembro de 2016 a segunda edição do What Design Can Do, evento de origem holandesa idealizado por Richard Van Der Laken, que tem na cidade sua única edição fora da Holanda. o propósito do encontro é questionar o que o design pode fazer em diferentes áreas, como arquitetura, gastronomia, branding, publicidade. as palestras mais uma vez aconteceram na FAAP e teve casa cheia com interessados em ouvir o que todos tinham para falar. o Boteco Design participou desta edição e separamos alguns dos principais pontos para comentar – o evento teve muita coisa!

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Vanessa Queiroz e David Kester

neste ano, a moderação do What Design Can Do ficou por conta de Vanessa Queiroz e David Kester. Vanessa é designer e sócia do estúdio Colletivo e do blog Idea Fixa. David já foi presidente do Design Council e deu uma contribuição muito rica na moderação, com perguntas muito bem elaboradas e que traziam os participantes de volta para o principal objetivo da conversa quando acabavam indo muito para o caminho de apenas exibir trabalhos do portfolio.

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Aline Cavalcante

a cicloativista Aline Cavalcante foi falar sobre o crescimento do uso de bikes na cidade de São Paulo, das reuniões realizadas com o ex-prefeito Fernando Haddad, a implantação das ciclovias, o que aconteceu de bom e o que pode melhorar. inclusive me rendeu uma curiosa discussão no Twitter com outro usuário quando enviei uma pergunta questionando se um dos problemas da guerra carro X bike não seria a falta de educação generalizada no trânsito, de pedestre, ciclista, motoqueiro, motorista de carro, caminhão, ônibus, numa cidade na qual todos desrespeitam as leis de trânsito e muitos nem conhecem todas. em outras palavras, um reflexo de como as pessoas são em suas vidas, mas aplicado no trânsito. o que rendeu a discussão foi ao discordar com a afirmação de que os ciclistas seriam mais conscientes e educados do que as demais que ocupam as diversas vias públicas.

aproveitando o gancho, o que você acha que dá combustível para as brigas entre os defensores de cada lado, por que ficam em lados diferentes, e o que pode ser feito para melhorar a convivência?

eu acredito muito na educação de trânsito, que deveria ser feita pelos pais e reforçada na escola.

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Xênia França

a cantora Xênia França presenteou o público com sua linda voz cantando algumas músicas.

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Jan Knikker – MVRVD

o designer holandês Jan Kinkker apresentou um pouco do seu trabalho e seus impactos sociais. mas o destaque foi para o case muito bem construído e apresentado do Markthal, o mercado municipal em Roterdã. Kinniker apresentou o problema social que precisava ser resolvido: trazer as pessoas de volta para as ruas e de fato ocuparem os lugares públicos da cidade, as soluções que foram pensadas, o que foi discutido, a necessidade de incorporar apartamentos para moradia que seriam vendidos para custear o projeto, e o resultado magnífico que tornou o Markthal em um lugar cheio de vida na cidade e com apartamentos de custo por metro quadrado acessíveis e dentro da média comparado com outros países da Europa.

 

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Rodrigo Oliveira

o chef Rodrigo Oliveira, responsável pelo Mocotó, restaurante de comida sertaneja em São Paulo, contou um pouco sobre o trabalho iniciado por seu pai Seu José (sertanejo) na zona norte da cidade e que hoje atrai pessoas de todos os cantos para experimentar delícias como sarapatel, dadinhos de tapioca. o desafio de evoluir a identidade visual sem perder suas características de origem, tanto do restaurante quanto dos desdobramentos que Rodrigo criou ao longo dos anos.
momento mancada da palestra: ao contar sobre como a barriga de porco é um ingrediente tão desprezado e barato, mas que se trabalhado com carinho, foco, era possível fazer maravilhas como o torresmo que ele prepara, com uma pururuca crocante e saborosa, e uma generosa camada de carne macia e saborosa. com as barrigas roncando e aguardando o intervalo do almoço que estava por vir, era possível ouvir os “hummmm” da plateia, que assim como eu deveriam estar passando a língua nos lábios imaginando aquele torresmo sendo saboreado naquele exato momento <3

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Sam Bompas

Sam Bompas, da dupla inglesa Bompas & Parr, veio contar um pouco sobre seu trabalho com comida, arte e design. fica difícil definir exatamente o que é seu trabalho, mas não é preciso criar um rótulo.
o ponto alto da conversa foi a brincadeira explosiva com água quente, nitrogênio líquido e salgadinhos:

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workshop de serigrafia em papéis especiais

um pequeno workshop de serigrafia da Antalis/Arjowiggins com a Sutto Serigrafia falou sobre técnicas, teorias e papéis.
depois, todo mundo pode botar a mão na massa e imprimir seu próprio cartaz.

o que teve no What Design Can Do 2016 - FAAP - foto: Divulgação/Henrique Grandi
foto: Divulgação/Henrique Grandi

Rico Dalasam

foi a primeira vez que vi e ouvi o rapper Rico Dalasam, com sua música marcante e de atitude. botou o auditório de pé :)
separamos duas músicas de Dalasam pra quem não conhece:

 

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Roxana Martinez

Roxana contou um pouco sobre seu incrível projeto Popular de Lujo, dedicado a conhecer e explorar artes e gráficos populares. vale muito a pena se informar mais sobre o projeto e ver mais da arte vernacular da Colômbia.

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ESTES FORAM OS PRINCIPAIS DESTAQUES QUE O BOTECO DESIGN SEPAROU PARA VOCÊ VER QUANTA COISA LEGAL ACONTECEU NO WHAT DESIGN CAN DO 2016. FICA NOSSO AGRADECIMENTO A MUTATO E ESPERAMOS QUE EM 2017 O EVENTO SEJA AINDA MAIS INCRÍVEL.

 

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mm
designer, baterista, adora música e cachorros