26 jul 2010 design, intervenções, sustentabilidade  |   por thabata

Estava fuçando a net hoje de manhã e me deparei com um desses projetos do jeito que eu gosto… simples e efetivo.

A designer londrina Anna Garforth teve a idéia bem bacana de criar vasinhos urbanos, tipo aqueles que a gente vê na Paulista, com garrafas plásticas (garrafas plásticas mais durinhas, como aquelas de leite ou suco de laranja) pintadas manualmente, num processo conhecido aqui como upcycling. Ela chama o projeto de Head Gardner.

O projeto é simples, mas eu me peguei pensando que, se todas as cidades usassem garrafas plásticas para decoração urbana como essa, imagina quantas garrafas plásticas a menos teríamos que reciclar. Afinal, upcycling é ainda melhor que recycling, no sentido que não se investe energia nenhuma no processo.

Aqui vão algumas fotinhos:

Via: designboom

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14 jul 2010 design, tipografia  |   por Paulo Cholla

Lux Type! é uma fonte que eu criei aqui na unodesign como meu projeto na 48am. trata-se de uma fonte feita com técnica de light painting, que consiste em deixar uma exposição longa na câmera e utilizar algo que emite luz para “desenhar” na foto.

é um projeto experimental, que está disponível no Flickr, e pode ser utilizado gratuitamente e livremente. entre lá, pegue as imagens e divirta-se!

lembrando que os caracteres são em formato JPG, não em TTF.

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12 jul 2010 design, viu essa?  |   por Paulo Cholla

achei esse post aí pela internet, talvez alguém passou isso no twitter e o link morreu, mas encontrei no 27b/6. é algo do tipo “nunca peça ajuda para um designer”.

além de ser absurdamente engraçada eu acho que essa brincadeira retrata um pouco o lado exageradamente artístico dos designers brasileiros que estão se formando nas faculdades. parece que é extremamente difícil separar arte de design; gosto pessoal de comunicação. os briefings são executados do mesmo jeito que se frita ovos: pega, crack!, tssssss, fritou, comeu. falta pensar um pouco no público, no conteúdo da mensagem, como comunicar, o que merece destaque, enfim, o mínimo que se espera de um designer.

mas agora vamos rir! trata-se de uma pessoa que perdeu seu gatinho, e pediu para o amigo designer fazer um poster para ela divulgar e tentar encontrar seu bichano.

no post original tem todos os e-mails trocados, aqui vou deixar só alguns comentários de cada poster:

foto original

parece um poster de filme

não dá pra mostar a Missy inteira? só quero que diga "Lost"

você pode fazer o poster ou não? sem parecer poster de filme nem nada idiota

essa não é a Missy. eu te mandei uma foto dela. esse gato é laranja // eu sei, mas esse é bonito.

eu não disse que havia uma recompensa. eu não tenho 2 mil dólares.

apenas tire a parte que fala de recompensa. tenho que sair em 10 minutos.

ok, vai ter que servir.

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19 mai 2010 design, embalagem  |   por Paulo Cholla

esses produtos da Fazer Vilpuri, com embalagens criadas pela finlandesa Hasan & Partners, devem ser bem deliciosos mesmo, porque tem sempre um monstro comendo:

via TheDieLine

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15 abr 2010 design, sustentabilidade, tecnologia, viu essa?  |   por Thio

O YEZ é um carro conceito apresentado pela GM e a fabricante chinesa SAIC. O projeto é de um carro elétrico movido somente a energia solar (captada através se painéis presentes na parte superior do veículo) e eólica (aproveitada através de um sistema de captação do vento presente nas quatro rodas do carro).
Como se não bastasse o abastecimento ecológico, o carro ainda consegue coletar o CO2 (dióxido de carbono) e devolver oxigênio para o ambiente, fazendo juz ao seu teto em formato de folha.

Lógico que era bom demais para ser verdade: a previsão para que o brinquedo esteja disponível para uso é 2030. Mas se ainda tivermos um planeta até lá, certamente vou pegar um lugar na fila para garantir o meu.

Fonte: Globo e Ecofriend

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19 mar 2010 arquitetura, design, design industrial, interiores, produtos  |   por Miroca

Recebi um e-mail fantástico e fui dar uma pesquisada. Se você, como eu, adora viajar e sabe que não precisa de muito dinheiro para isso, com certeza já deve ter passado horas em algum aeroporto esperando seu vôo. Sempre a pior parte de toda viagem econômica para o exterior. Eis a idealização de um novo produto/serviço que pode mudar isso:

Design dos designers/arquitetos russos do Arch Group, o Sleep Box foi projetado para ser inserido em ambientes como aeroportos em que as pessoas possuem essa necessidade de descansar e não podem ou não querem  ir a um hotel e pagar por uma noite. Neste serviço, você poderia pagar por 15 minutos ou mesmo algumas horas numa caixinha maior que aqueles hotelzinhos cubículos que existem no Japão e menores que um quarto comum de hotel. Como é ainda um projeto idealizado, não existe uma faixa de preço já afixada para o serviço (pelo menos não que eu tenha encontrado).

Além de uma cama bem atrativa (me sinto atraída por ela neste exato instante), o sleep box ainda oferece algumas facilidades como um apoio para seu laptop, lugares para carregar celular, iPod ou qualquer coisa a baterias (não um carro, né? rs), troca de lençóis automática (uau!), lugarzinho para colocar sua malinha, uma tela de LCD bem bacana com relógio (já vejo as pessoas perdendo seus vôos loucamente) e mais umas frescurinhas que você confere neste video:

Claro que este projeto  parece fantásticamente demais (nossa, eu estou mto empolgada mesmo com isso!), mas o serviço necessitaria de um plano bem adequado para ser inserido nos aeroportos, já que esses foram projetados para circulação, espaços amplos, etc. Difícil imaginar um aeroporto como o de Guarulhos com caixas dessas… Mas acredito que, se a idéia pegar, com um pouco de planejamento e bom senso, as caixinhas podem ser integradas de maneiras harmonioza na maior parte dos aeroportos modernos e bem estruturados.

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12 mar 2010 design, produtos  |   por Thio

BLUNT é uma linha de guarda-chuvas que preza pela durabilidade do produto. Quanto tempo dura um guarda-chuva destes que compramos na rua ou na saída do metrô para evitar chegar em casa com os ossos encharcados? Quantas pessoas incomodamos em calçadas quando esbarramos em seus olhos e ouvidos com as pontas dos guarda-chuvas? Quem já não ficou com receio do guarda-chuva virar do avesso durante uma tempestade com vento forte?

A linha BLUNT abordou diretamente esses problemas rotineiros dos guarda-chuvas comuns e buscou uma solução. Sua estrutura dupla de abertura e seu design mais dinâmico sem pontas garantem maior força, resistência ao vento, e segurança.
“Sua força e durabilidade fazem do BLUNT a escolha ecológica”, diz o site. Clique aqui para acessá-lo.

Os preços vão de 69 a 77 dólares por guarda-chuva, dependendo do modelo. Valor bem acima de um guarda-chuva comum, mas talvez um preço justo por um produto com uma qualidade superior.



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10 mar 2010 design, stop motion  |   por thabata

Tá certo, tá certo. A geometria é visual, mas quem pensou que poderia ser de um visual tão clean & cool!?!?!

O vídeo a seguir é o clipe da banda Lusine, o nome da música é “Two Dots”, e a direção é de Britta Johnson. Gostei muito da utilização da estética contemporânea em um tema que vem desde lá da Grécia antiga. O resultado ficou ótimo (e a música também).

Dica do @dancorsi

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11 fev 2010 design, sustentabilidade  |   por Paulo Cholla

escrevi esse texto no meu blog pessoal há algumas semanas, e achei pertinente colocá-lo aqui também. a leitura é um pouco mais extensa do que normalmente escrevemos aqui, mas deve dar alguma discussão.

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Se deve haver problemas, que seja no meu tempo,
que minhas crianças tenham paz.

Thomas Paine


passados 18 meses após o término do meu tcc (e consequentemente do meu curso de design gráfico) é fácil fazer a seguinte afirmação: as pessoas ainda não dão a mínima para a sustentabilidade.

vivemos em uma sociedade que nos molda perfeitos individualistas, preocupados apenas com os nossos próprios umbigos e nada mais. não somos capazes nem mesmo de garantir que nossos filhos encontrem no mínimo um mundo nas mesmas condições que encontramos, que tenham as mesmas oportunidades que tivemos. para a maioria das pessoas um estilo de vida imediatista dá conta do recado: curtir o presente o máximo possível, sem se importar com o futuro, mesmo que este futuro chegue em apenas 20 anos.

durante o desenvolvimento do meu tcc acreditei que se a sustentabilidade se tornasse um tema recorrente, fosse usada em ações de marketing, campanhas, eventualmente a consciência das pessoas e das empresas iria abraçar a ideia. mas não é bem assim. conforme o designer e pesquisador Ezio Manzini disse, a sustentabilidade só tem (ou terá) importância quando for economicamente interessante. trocando em miúdos: enquanto for mais barato poluir, as pessoas e empresas vão poluir.

na área do design, os designers industriais tem feito bons projetos e que chamam bastante a atenção. no design gráfico as coisas parecem estar um pouco mais lentas, falta inclusive a consciência dos designers, e ela é essencial para que eles próprios possam transmitir este conhecimento para os clientes, que sem saber o que sustentabilidade realmente significa vão ficar no lugar comum de pedir apenas papel reciclado nos materiais. o problema está quando o cliente faz este pedido e o designer aceita achando que aquele projeto é sustentável, e todos viveram felizes para sempre. lógico, nem sempre o designer tem o poder total de decisão no projeto, pois terá que fazer a ideia ser aceita por seus superiores no estúdio no qual trabalha, ela terá um custo maior, e infelizmente, se as pessoas não tiverem a educação necessária sobre o tema (ou acharem que tem), não vão perceber que o que se gasta a mais no curto prazo é um gigante investimento que ela faz no futuro, principalmente se a empresa usar a sua real sustentabilidade como instrumento de marketing. é preciso oferecer soluções mais completas para os clientes, pois fazer uma campanha que seja inteira sustentável não torna uma empresa sustentável se ela continua imprimindo milhares de páginas inúteis por dia, luzes acesas sem necessidade, ar condicionado desregulado ou usado em excesso, e com volume gigante de lixo gerado. a imagem de uma empresa sustentável deve refletir sua real estrutura de sustentabilidade, para que a mensagem tenha mais força e traga significados verdadeiros, e não mentiras. ah, e os consumidores odeiam mentiras.

nestes casos, acredito que pode-se usar o mesmo pensamento sobre tendências: ok, o designer pode apenas seguir tendências no estúdio/agência em que trabalha, desde que ele tenha consciência de que está fazendo um trabalho que é tendência e em alguns meses ou anos estará obsoleto. então, um designer poderia fazer projetos com papel couché, verniz uv, laminação e impresso com tinta a base de petróleo, desde que ele saiba que não está sendo sustentável. ou será que não está ok? o que você acha? como é a linha que separa:

1- o pensamento sustentável do designer e o pensamento em apenas terminar seu trabalho do jeito que foi solicitado sem causar “problemas” ou transtornos com mais questionamentos e sugestões;

2- a posição dos chefes, que normalmente focam em agradar o cliente para não perdê-lo – “ele está errado, mas ele nos paga” – afinal, o estúdio/agência também é uma empresa;

3- o cliente, que é quem vai pagar pelo trabalho?

o que defendi no meu tcc, que uniu música e sustentabilidade, é que a sustentabilidade deve ser intrínseca ao processo criativo nas universidades. todos os designers devem terminar a graduação prontos para executar projetos sustentáveis. se “Design Sustentável” fosse uma matéria, ela deveria estar logo no começo do curso, e não ser apenas algo sazonal, mas contínuo, que seja discutida durante todo o curso. as aulas de Projeto devem ter sempre projetos sustentáveis como objetivo, os professores precisam exigir ao máximo dos alunos como fazer mais com menos, e como melhorar o que já existe. o design deve ser sustentável na sua essência. qualquer projeto de design deveria ser sustentável. este seria um ótimo passo inicial para se formar pessoas com mais consciência sobre o tema, pois sustentabilidade não se aprende lendo apenas um livro, uma ou duas revistas ou um post em um blog. é preciso entender o que isso significa e ter a vontade de fazer sempre que for possível.

é de extrema importância que uma coisa fique bem clara: eu defendo o desenvolvimento sustentável porque vivemos em um mundo com recursos naturais finitos, que se utilizados em excesso, em um ritmo maior do que sua renovação, trarão consequências catastróficas, inclusive para as empresas e indústrias, que não vão ter mais fontes de suas matérias-primas. o sistema capitalista entraria em colapso junto com os ecossistemas, provavelmente trazendo consequências irreversíveis, e a vida no planeta seria muito diferente do que estamos acostumados. não defendo o tema por achar que estarmos transformando o mundo em uma máquina apocalíptica, com enomes tsunamis que vão varrer cidades inteiras do mapa, furacões avassaladores e um calor de 40º no Alasca. mas também não é por isso que eu não acho que isso possa acontecer em função da nossa interferência. mais uma vez, o “mundo capitalista” mudar sua postura porque sua matéria-prima vai acabar não significa que ele criou uma consciência ambiental, vamos retomar o pensamento de Ezio Manzini: será puramente por uma questão econômica. na minha opinião, se a sustentabilidade acontecer apenas por questões econômicas pode ser bom (pelo menos no curto prazo), desde que ela seja real e absoluta, sem a superficialidade com a qual o tema é tratado.

o ponto é: nós não podemos destruir o mundo, ele é a nossa casa, o nosso lar. vivemos com outras milhões de espécies de seres vivos, e somos os únicos que atacam o planeta. nosso dever é preservá-lo, entregá-lo aos nossos filhos em condições muito melhores do que como o encontramos. para encerrar, gostaria de deixar este vídeo do falecido astrônomo Carl Sagan, um gigante divulgador da ciência, que nos dá a dimensão do quão insignificante somos, de como a vida é escassa (até onde sabemos), e que de todo o universo, este pálido ponto azul é o único lugar que conhecemos que pode abrigar vida. obrigado pela extensa leitura, quem não teve paciência ou vontade de ler até o final certamente não era o meu público alvo com este texto.

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3 fev 2010 Boteco Informa, design, impressos, viu essa?  |   por Thio

O Banco Central apresentou hoje o novo visual das cédulas do Real. A novidade traz novos layouts para as notas mas mantém as cores e os animais da série anterior.
Outra mudança foi o tamanho das notas. Se espelhando no Euro as novas cédulas possuem cada uma um tamanho diferente que cresce conforme o valor da nota.
Uma bem-vinda mudança e que deve ajudar bastante no quesito acessibilidade.

Confira:


Obs.: Está imagem não representa proporção real entre as cédulas novas e as antigas. Possui apenas propósito de comparação.

As cédulas de R$50 e R$100 devem entrar em circulação já neste primeiro semestre e toda a série deve substituir as notas antigas até 2012.

O que você achou da mudança? Comente!

Via: Folha

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