BLUNT é uma linha de guarda-chuvas que preza pela durabilidade do produto. Quanto tempo dura um guarda-chuva destes que compramos na rua ou na saída do metrô para evitar chegar em casa com os ossos encharcados? Quantas pessoas incomodamos em calçadas quando esbarramos em seus olhos e ouvidos com as pontas dos guarda-chuvas? Quem já não ficou com receio do guarda-chuva virar do avesso durante uma tempestade com vento forte?
A linha BLUNT abordou diretamente esses problemas rotineiros dos guarda-chuvas comuns e buscou uma solução. Sua estrutura dupla de abertura e seu design mais dinâmico sem pontas garantem maior força, resistência ao vento, e segurança.
“Sua força e durabilidade fazem do BLUNT a escolha ecológica”, diz o site. Clique aqui para acessá-lo.
Os preços vão de 69 a 77 dólares por guarda-chuva, dependendo do modelo. Valor bem acima de um guarda-chuva comum, mas talvez um preço justo por um produto com uma qualidade superior.
Tá certo, tá certo. A geometria é visual, mas quem pensou que poderia ser de um visual tão clean & cool!?!?!
O vídeo a seguir é o clipe da banda Lusine, o nome da música é “Two Dots”, e a direção é de Britta Johnson. Gostei muito da utilização da estética contemporânea em um tema que vem desde lá da Grécia antiga. O resultado ficou ótimo (e a música também).
escrevi esse texto no meu blog pessoal há algumas semanas, e achei pertinente colocá-lo aqui também. a leitura é um pouco mais extensa do que normalmente escrevemos aqui, mas deve dar alguma discussão.
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Se deve haver problemas, que seja no meu tempo,
que minhas crianças tenham paz.
Thomas Paine
passados 18 meses após o término do meu tcc (e consequentemente do meu curso de design gráfico) é fácil fazer a seguinte afirmação: as pessoas ainda não dão a mínima para a sustentabilidade.
vivemos em uma sociedade que nos molda perfeitos individualistas, preocupados apenas com os nossos próprios umbigos e nada mais. não somos capazes nem mesmo de garantir que nossos filhos encontrem no mínimo um mundo nas mesmas condições que encontramos, que tenham as mesmas oportunidades que tivemos. para a maioria das pessoas um estilo de vida imediatista dá conta do recado: curtir o presente o máximo possível, sem se importar com o futuro, mesmo que este futuro chegue em apenas 20 anos.
durante o desenvolvimento do meu tcc acreditei que se a sustentabilidade se tornasse um tema recorrente, fosse usada em ações de marketing, campanhas, eventualmente a consciência das pessoas e das empresas iria abraçar a ideia. mas não é bem assim. conforme o designer e pesquisador Ezio Manzini disse, a sustentabilidade só tem (ou terá) importância quando for economicamente interessante. trocando em miúdos: enquanto for mais barato poluir, as pessoas e empresas vão poluir.
na área do design, os designers industriais tem feito bons projetos e que chamam bastante a atenção. no design gráfico as coisas parecem estar um pouco mais lentas, falta inclusive a consciência dos designers, e ela é essencial para que eles próprios possam transmitir este conhecimento para os clientes, que sem saber o que sustentabilidade realmente significa vão ficar no lugar comum de pedir apenas papel reciclado nos materiais. o problema está quando o cliente faz este pedido e o designer aceita achando que aquele projeto é sustentável, e todos viveram felizes para sempre. lógico, nem sempre o designer tem o poder total de decisão no projeto, pois terá que fazer a ideia ser aceita por seus superiores no estúdio no qual trabalha, ela terá um custo maior, e infelizmente, se as pessoas não tiverem a educação necessária sobre o tema (ou acharem que tem), não vão perceber que o que se gasta a mais no curto prazo é um gigante investimento que ela faz no futuro, principalmente se a empresa usar a sua real sustentabilidade como instrumento de marketing. é preciso oferecer soluções mais completas para os clientes, pois fazer uma campanha que seja inteira sustentável não torna uma empresa sustentável se ela continua imprimindo milhares de páginas inúteis por dia, luzes acesas sem necessidade, ar condicionado desregulado ou usado em excesso, e com volume gigante de lixo gerado. a imagem de uma empresa sustentável deve refletir sua real estrutura de sustentabilidade, para que a mensagem tenha mais força e traga significados verdadeiros, e não mentiras. ah, e os consumidores odeiam mentiras.
nestes casos, acredito que pode-se usar o mesmo pensamento sobre tendências: ok, o designer pode apenas seguir tendências no estúdio/agência em que trabalha, desde que ele tenha consciência de que está fazendo um trabalho que é tendência e em alguns meses ou anos estará obsoleto. então, um designer poderia fazer projetos com papel couché, verniz uv, laminação e impresso com tinta a base de petróleo, desde que ele saiba que não está sendo sustentável. ou será que não está ok? o que você acha? como é a linha que separa:
1- o pensamento sustentável do designer e o pensamento em apenas terminar seu trabalho do jeito que foi solicitado sem causar “problemas” ou transtornos com mais questionamentos e sugestões;
2- a posição dos chefes, que normalmente focam em agradar o cliente para não perdê-lo – “ele está errado, mas ele nos paga” – afinal, o estúdio/agência também é uma empresa;
3- o cliente, que é quem vai pagar pelo trabalho?
o que defendi no meu tcc, que uniu música e sustentabilidade, é que a sustentabilidade deve ser intrínseca ao processo criativo nas universidades. todos os designers devem terminar a graduação prontos para executar projetos sustentáveis. se “Design Sustentável” fosse uma matéria, ela deveria estar logo no começo do curso, e não ser apenas algo sazonal, mas contínuo, que seja discutida durante todo o curso. as aulas de Projeto devem ter sempre projetos sustentáveis como objetivo, os professores precisam exigir ao máximo dos alunos como fazer mais com menos, e como melhorar o que já existe. o design deve ser sustentável na sua essência. qualquer projeto de design deveria ser sustentável. este seria um ótimo passo inicial para se formar pessoas com mais consciência sobre o tema, pois sustentabilidade não se aprende lendo apenas um livro, uma ou duas revistas ou um post em um blog. é preciso entender o que isso significa e ter a vontade de fazer sempre que for possível.
é de extrema importância que uma coisa fique bem clara: eu defendo o desenvolvimento sustentável porque vivemos em um mundo com recursos naturais finitos, que se utilizados em excesso, em um ritmo maior do que sua renovação, trarão consequências catastróficas, inclusive para as empresas e indústrias, que não vão ter mais fontes de suas matérias-primas. o sistema capitalista entraria em colapso junto com os ecossistemas, provavelmente trazendo consequências irreversíveis, e a vida no planeta seria muito diferente do que estamos acostumados. não defendo o tema por achar que estarmos transformando o mundo em uma máquina apocalíptica, com enomes tsunamis que vão varrer cidades inteiras do mapa, furacões avassaladores e um calor de 40º no Alasca. mas também não é por isso que eu não acho que isso possa acontecer em função da nossa interferência. mais uma vez, o “mundo capitalista” mudar sua postura porque sua matéria-prima vai acabar não significa que ele criou uma consciência ambiental, vamos retomar o pensamento de Ezio Manzini: será puramente por uma questão econômica. na minha opinião, se a sustentabilidade acontecer apenas por questões econômicas pode ser bom (pelo menos no curto prazo), desde que ela seja real e absoluta, sem a superficialidade com a qual o tema é tratado.
o ponto é: nós não podemos destruir o mundo, ele é a nossa casa, o nosso lar. vivemos com outras milhões de espécies de seres vivos, e somos os únicos que atacam o planeta. nosso dever é preservá-lo, entregá-lo aos nossos filhos em condições muito melhores do que como o encontramos. para encerrar, gostaria de deixar este vídeo do falecido astrônomo Carl Sagan, um gigante divulgador da ciência, que nos dá a dimensão do quão insignificante somos, de como a vida é escassa (até onde sabemos), e que de todo o universo, este pálido ponto azul é o único lugar que conhecemos que pode abrigar vida. obrigado pela extensa leitura, quem não teve paciência ou vontade de ler até o final certamente não era o meu público alvo com este texto.
O Banco Central apresentou hoje o novo visual das cédulas do Real. A novidade traz novos layouts para as notas mas mantém as cores e os animais da série anterior.
Outra mudança foi o tamanho das notas. Se espelhando no Euro as novas cédulas possuem cada uma um tamanho diferente que cresce conforme o valor da nota.
Uma bem-vinda mudança e que deve ajudar bastante no quesito acessibilidade.
Confira:
Obs.: Está imagem não representa proporção real entre as cédulas novas e as antigas. Possui apenas propósito de comparação.
As cédulas de R$50 e R$100 devem entrar em circulação já neste primeiro semestre e toda a série deve substituir as notas antigas até 2012.
O designer holândes Marlies Romberg tentou unir o clássico com o contemporâneo e criou um móvel de madeira com um computador embutido.
A grande sacada da peça é que o computador também é “feito” de madeira. Monitor, mouse e até mesmo o teclado estilo Mac (detalhe mais bonito do móvel, na minha opinião) são todos de madeira cortada a laser. Existe ainda uma “gaveta” que quando aberta revela o botão de ligar, duas entradas USB e uma entrada para cartão.
Mais imagens (embora não muitas) podem ser encontradas no site de Marlies Romberg, que infelizmente fica devendo em design.
é o que eu digo: os japoneses são demais. quando não são pegadinhas mirabolantes, o que vemos são ideias sensacionais. desta vez, o designer Mac Funamizu resolveu reinventar nossa percepção de moedas.
baseada no conceito de infográficos (mais especificamente em gráficos de pizza), as Infographic Coins tem essa questão de modularidade, de se complementarem.
eu gostei bastante. queria ter umas moedas dessas. e você, o que achou?
Caramba que projeto bacana esse… Dei uma olhada nele pelo designatento e julgo como um daqueles projetos tão fantásticos e excelentes que criarão trocentas burocracias pra não dar certo.
O designer Oliver Craig criou o projeto Source é um projeto que distribui água potável de uma maneira muito inteligente e bonita para as pessoas. Imagina assim, você a sua garrafinha de água, mas ela esta vazia, tudo que você tem a fazer é pluga-la no tubo de abastecimento de água potável que sua sede acaba.
É o tipo de projeto que ajuda demais a natureza evitando o lixo de mais uma garrafinha PET. Além de evitar mais processos químicos, uso do petróleo e trocentos anos para a degradação.
Então, é um projeto que as empresas que vendem água teriam força para breca-lo?