26 jul 2010 design, intervenções, sustentabilidade  |   por thabata

Estava fuçando a net hoje de manhã e me deparei com um desses projetos do jeito que eu gosto… simples e efetivo.

A designer londrina Anna Garforth teve a idéia bem bacana de criar vasinhos urbanos, tipo aqueles que a gente vê na Paulista, com garrafas plásticas (garrafas plásticas mais durinhas, como aquelas de leite ou suco de laranja) pintadas manualmente, num processo conhecido aqui como upcycling. Ela chama o projeto de Head Gardner.

O projeto é simples, mas eu me peguei pensando que, se todas as cidades usassem garrafas plásticas para decoração urbana como essa, imagina quantas garrafas plásticas a menos teríamos que reciclar. Afinal, upcycling é ainda melhor que recycling, no sentido que não se investe energia nenhuma no processo.

Aqui vão algumas fotinhos:

Via: designboom

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14 abr 2010 arte, ações, intervenções  |   por thabata

Tá aqui uma instalação super legal que um grupo de Madrid, chamado luzinterruptus fez na cidade, o “Jardim Embalagem”:

O conceito é simples e direto: com a quantidade cada vez menor de espaços verdes nos grandes centros urbanos, chegará um momento em que o máximo de verde e natureza que as pessoas verão “ao vivo” serão as embalagens de salada nos supermercados, “embaladas e com data de validade”. Segundo os artistas, é do interesse de planejadores urbanos não criar espaços verdes (ou reduzí-los a espaços verticais que não podem ser ativamente utilizados) para facilitar a manutenção e reduzir custos. Mas essa política gera espaços áridos e sem importância (exatamente como esse canto de rua onde a obra foi instalada, que o grupo chama de “praça feia”):

Para a instalação foram utilizadas 110 conteineres plásticos, com folhas e gravetos das árvores do entorno e iluminação. Eles foram dispostos à mesma moda dos jardins verticais considerados fashion na Espanha atualmente. Eu particularmente gostei dos dois, da mensagem e do efeito visual da instalação. Gosto da idéia de uma obra de arte que chama atenção das pessoas para os locais do dia-a-dia, locais pelos quais elas passam muitas vezes sem notar, e portanto, sem afirmar seus valores (no caso da “pracinha feia”, concluir que é um espaço com muito mais potencial do que é apresentado).

E quantas vezes eu já não vi áreas em diversas cidades que poderiam ser muito mais do que são!!!!

Via: luzinterruptus.com ; designboom

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11 abr 2010 font, identidade visual, intervenções, marcas  |   por thabata

Uau! Acho que essa vai ser a primeira vez que trazemos um projeto Neozelandes para o Boteco. Porque nem só de aborígenes e florestas vive a Nova Zelândia!

O projeto do qual estou falando é do reposicionamento de marca da biblioteca da cidade de New South Wales, procurando se preparar para uma nova geração de usuários. O reposicionamento começou com o redesenho da marca, e foi aplicado depois a toda comunicação visual da biblioteca. O projeto foi executado pela agência autraliana Frost* Design em parceria com a biblioteca.

O reposicionamento começou com o redesenho da marca, que ficou assim:

Simplesmente excepcional a simplicidade e a criatividade da marca. De acordo com a Frost Design, a idéia é “uma questão e uma resposta, uma surpresa”, e foi inspirada no universo da biblioteca, e seus recursos. A marca também traz mais emotividade, buscando uma maneira de conectar os usuários emotivamente ao local. A mesma linha de raciocínio foi aplicada a todo o resto da comunicação, que se contemporarizou muito sem, no entanto, perder a idéia de que a biblioteca é uma instituição a ser respeitada, por todo conhecimento e seriedade que possui.

Achei o resultado muito feliz, gostei da idéia da constante surpresa que acontecem numa biblioteca, representada pelo fato de os títulos parecerem sair detrás de algo, como se eles estivessem escondidos e foram descobertos. Uma metáfora muito elegante para aquisição de conhecimento.

Também como parte do projeto, a Frost* desenvolveu um alfabeto chamado “One Hundred”, para celebrar os 100 anos da coleção. O alfabeto foi inspirado na coleção do museu, e será aplicado em todo marketing da biblioteca. Cada letra é formada por uma ou mais peças importantes do acervo da biblioteca. O alfabeto é utilizado em aplicações pontuais, e busca, principalmente, trazer o conhecimento de todo o acervo da biblioteca.

É uma tarefa difícil encontrar uma maneira de fazer com que a biblioteca volte a fazer parte do universo da geração atual (que passa 80% do tempo com a cara grudada num computador ou num celular), mas eu achei que o resultado foi bastante promissor. O projeto é bem contemporâneo e realmente abraça uma estética inovadora sem perder a seriedade que esperamos de uma biblioteca.

Para saber mais, visite: onehundred e NSL State Library.

Via designboom

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12 nov 2009 embalagem, intervenções, sustentabilidade  |   por Vinícius Vaz

Quem disse que sacos de lixo tem que ser feios como seu conteúdo? Já tem um tempo eu postei aqui extintores de incêndio com design, para serem usados dentro de casa e que passam a se tornar um objeto de decoração do ambiente.

Com sacos de lixo como esse, as ruas também ficariam mais “bonitinhas”. Geralmente vemos aqueles sacos pretos ao lado de árvores solitárias ou dentro de caçambas mal cheirosas, mas com sacos assim você abriria um sorriso =D (o mal cheiro das caçambas continuariam).

Ah! Os sacos são 100% Biodegradaveis, então, além de bonitos, ajudam a natureza. A empresa que os faz é a SUCK UK e eles têm outros produtos bem bacanas.

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11 ago 2009 arte, intervenções, viu essa?  |   por Thio

O chinês Liu Bolin, de 35 anos, é o verdadeiro homem invisível. Muitos transeuntes passam por ele nas ruas sem perceber que ali se encontra um homem camuflado.
Para alcançar este resultado, o artista chega a ficar 10 horas trabalhando em uma única foto.

Bolin considera sua arte um protesto contra o governo chinês, que fechou seu estúdio em 2005 e ainda persegue o artista. Seu trabalho, no entanto, é reconhecido internacionalmente.

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Via Blog Napse

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16 jul 2009 Natura, intervenções, viu essa?  |   por Mari Ornelas

Tá rolando uma discussão sobre as intervenções do grupo artístico BijaRi, que foram colocadas em pontos movimentados na capital paulista, se era apenas uma instalação ou se era apenas publicidade pra Natura… aí quero levantar essa discussão aqui também. Saber o que vocês acham sobre isso.

Bom, pra quem ainda não sabe ainda o que é, ta aí a foto (Nelson Antoine/Foto Arena/AE) de uma das intervenções:

Intervenção no Centro de São Paulo (Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/AE)

Até aí tudo bem… achei uma iniciativa bacana deixar expostas as palavras “descanse”, “calma” e “relaxe”.

A instalação dos letreiros foi autorizada pois foi interpretada como um projeto artístico, passando pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana. De acordo com um representante do grupo BijaRi, a idéia da intervenção “Poesia Concreta” é fotografar a reação das pessoas estressadas em frente aos letreiros.

Segundo o G1, a prefeitura mandou retirar as instalações por que os autores não informaram que a obra seria utilizada numa campanha publicitária pela Natura, e acabaram infringindo a Lei Cidade Limpa. Para se defender, a empresa de cosméticos informou que o projeto tinha a aprovação da prefeitura sem a identificação dos patrocinadores e que apoia o projeto. Alegou também que vai editar um livro com o registro fotográfico dessas instalações.

A Natura admitiu ter usado essas três palavras, mas que não haveria familiaridade na tipografia utilizada. Além disso, o comercial estava sendo veiculado desde o dia 3 de maio, muito antes de os letreiros serem instalados.

A Comissão de Proteção à Paisagem Urbana sugeriu a criação de um conselho de artistas para avaliar as propostas de intervenção urbana em São Paulo, por que assim ficaria mais fácil de identificar um trabalho artístico de uma tentativa de driblar a Lei Cidade Limpa.

- – - -

Na minha opinião… acho que o intenção do projeto “Poesia Concreta” é super válido, questiona o modo de vida contemporâneo. Faz com que você pare e reflita sobre o seu dia, independente de ser uma ação publicitária ou não. Mas não sei se ele perde valor ao ser ligado a uma ação publicitária.

E aí? O que você acha sobre isso?

Referências:
G1 – aqui e aqui
Meio & Mensagem – aqui

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4 jun 2009 ações, intervenções, viu essa?  |   por Paulo Cholla

o Estante Pública é um projeto enviado pela Lúcia Green, que ocupa pontos de ônibus com livros:

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“A terceira edição da Estante Pública, projeto de arte intervenção que ocupa com livros pontos de ônibus da cidade, foi montada no Bairro Cristal.  A instalação urbana já passou pelos Bairros Bela Vista e Moinhos de Vento, obtendo diferentes reações do público. No terreno do Cristal não teve boa acolhida, 24horas depois de montada já não tinha livro algum e sua placa de identificação dava lugar a um vão.

A proposta do Projeto é provocar uma reflexão prática, através de um estímulo concreto, colocando em questão a maneira como nos relacionamos com os âmbitos públicos e privados da nossa sociedade. Os livros da estante desafiam essas duas esferas, pois eles não pertencem a ninguém individualmente e, ao mesmo tempo, são de todos. As pessoas são convidadas a experimentar uma organização de auto-gestão, em que respeito e consciência do coletivo são pontos chave.”

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o projeto é uma iniciativa do Estúdio Nômade. confira mais no blog do Estante Pública. eles também estão no Twitter, é só seguir o @estante_publica

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19 mai 2009 arte, ilustrações, intervenções  |   por Thio

O projeto de intervenção urbana 6emeia ( site aqui ), criado por Anderson Augusto e Leonardo Delafuente, reinventa os bueiros!! Bom… na verdade não, mas pelo menos lhe confere um sentido todo inédito!

O objetivo é criar algo novo de algo rotineiro, possibilitando um novo olhar e reflexão sobre postes, bueiros e tampas de esgoto. Estes deixam de ser coisas mundanas do ambiente para se tornarem obras de arte que instigam o transeunte de todo dia a acordar de sua rotina e olhar seu ambiente de um modo novo.

Como o próprio site do projeto explica:

“Os bueiros já pintados pelo 6emeia são como gotas coloridas em um imenso balde cinza”

Confira:

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Até mesmo para publicidade o trabalho foi utilizado

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Via Curiosidades na Net

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31 mar 2009 guerrilha, intervenções, política, viu essa?  |   por thabata

No último dia 27 de março foram distribuídas milhares de cópias de um fake Financial Times em Londres, como parte das preparações para o encontro do G20 em Londres.

O jornal simulava as notícias em 2020, e mostrou uma série de notícias relacionadas a direitos humanos, capitalismo e, lógico, questões ambientais. E contava com 12 páginas, incluíndo algumas propagandas bastante engraçadas, não fossem trágicas.

O projeto foi todo financiado parcialmente através de doações feitas pela internet, e foi todo executado por meio de trabalho voluntário. Os redatores da “edição especial” também questionaram a maneira como se faz jornalismo, e como os jornais hoje em dia nem sempre focam nas questões mais importantes, muitas vezes dando mais atenção a questões fúteis do que às importantes.

Quando consegue ser inserido de maneira tão efetiva no cotidiano das pessoas, o Design de Guerrilha pode ser muito efetivo. No meu ponto de vista, é uma maneira de despertar os cidadãos comuns do seu torpor cotidiano, e fazer com que eles parem para pensar e tomar uma decisão, por pelo menos um segundo, o que já é muito para algumas pessoas que se deixam levar pelo dia-dia e pela mídia.

E você, o que você acha?

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21 jan 2009 agências, guerrilha, intervenções, viu essa?  |   por Paulo Cholla

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a BBDO de Nova Iorque convidou seus funcionários a trazerem seus filhos no Work Day de um jeito que provavelmete seria o resultado do que a maioria dos pequeninos faria (os adoraria fazer): riscar as telas gigantes e lisinhas dos computadores com quantas canetas ou giz de cera eles encontrem pela frente.

para que isso desse certo, a segurança do prédio destrancou quase 500 escritórios durante a madrugada para que as folhas de acetato pudessem ser colocadas nos monitores.

via I Believe in Advertising

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