Quem não gosta de viajar??? Eu não conheço muita gente que diria não… não importa muito para onde, e por quanto tempo! MAs outra coisa que todo mundo vai concordar comigo… viajar hoje em da também é caro pra caramba. Gasolina, pedágio, hotel, comida…
Por isso que eu gostei tanto quando vi o Bufalino!!! É a versão camping dos trailers, super minimalista, mas com tudo que você precisa para viajar super barato. Como eu disse, é que nem acampar dentro do seu carro, o que, é claro, muito mais barato e confortável.
A idéia do Bufalino é do designer alemão Cornelius Comanns, e, segundo ele, foi desenvolvido para possibilitar o usuário a explorar lugares fora do mainstream. O Bufalino conta com cama, assentos, uma pequena cozinha (com refrigerador, veja só), um mini escritório e montes de armários e gavetas. Tudo que você precisa para ficar confortável (mais confortável do que em muitos hostels que eu já dormi, com certeza…).
E o mais legal, o Bufalino é elétrico! Parou numa cidade, liga na tomada e pronto. Aí você só vai precisar mesmo é pagar o pedágio, fazer o quê?
A unica coisa que eu não saquei foi o guidão de bicicleta… mas, enfim, acho que é uma frescurinha para você se sentir ainda mais simplista.
Duas palavras: EU QUERO! Melhor, três palavras… EU QUERO MUITO!!!!
Estava fuçando a net hoje de manhã e me deparei com um desses projetos do jeito que eu gosto… simples e efetivo.
A designer londrina Anna Garforth teve a idéia bem bacana de criar vasinhos urbanos, tipo aqueles que a gente vê na Paulista, com garrafas plásticas (garrafas plásticas mais durinhas, como aquelas de leite ou suco de laranja) pintadas manualmente, num processo conhecido aqui como upcycling. Ela chama o projeto de Head Gardner.
O projeto é simples, mas eu me peguei pensando que, se todas as cidades usassem garrafas plásticas para decoração urbana como essa, imagina quantas garrafas plásticas a menos teríamos que reciclar. Afinal, upcycling é ainda melhor que recycling, no sentido que não se investe energia nenhuma no processo.
O YEZ é um carro conceito apresentado pela GM e a fabricante chinesa SAIC. O projeto é de um carro elétrico movido somente a energia solar (captada através se painéis presentes na parte superior do veículo) e eólica (aproveitada através de um sistema de captação do vento presente nas quatro rodas do carro).
Como se não bastasse o abastecimento ecológico, o carro ainda consegue coletar o CO2 (dióxido de carbono) e devolver oxigênio para o ambiente, fazendo juz ao seu teto em formato de folha.
Lógico que era bom demais para ser verdade: a previsão para que o brinquedo esteja disponível para uso é 2030. Mas se ainda tivermos um planeta até lá, certamente vou pegar um lugar na fila para garantir o meu.
Qualquer pessoa que acabou de se mudar para uma casa nova, não importa quanta tranqueira ela traga consigo, sabe o que é aquele mar de caixas de papelão que sobra depois que tudo foi arrumado. E depois, cada coisa nova que você compra para sua casa, adivinhe, vem em mais caixas de papelão.
Estou vivendo (ainda) esse momento. Me mudei para esse novo apartamento há menos de um ano, e sofro com o fato de que meu queridinho Marcus é um consumista ativo do produtos do Amazon (ele está melhorando, aos pouquinhos), e, para completar, fazemos compras mensalmente num daqueles supermercados de varejo. Além das caixas da mudança, cada compra no Amazon vem numa caixa, cada compra da sua família pelo Amazon vem numa caixa ainda maior (né, Miroca!?), e tudo que compramos no Costco vem numa caixa de papelão.
Bem, cansada da quantidade de caixas acumuladas embaixo da cama, mais a que temos que levar para a reciclagem todo mês, e triste com tanto desperdício, fui fazer uma pesquisa sobre móveis de papelão (ainda faltam móveis no meu “escritório”). E fiquei surpresa ao encontrar produtos altamente sofisticados, ao invés daqueles móveis com cara de improviso. Então resolvi trazer alguns deles para o Boteco, para ver se alguém se inspira tanto quanto eu.
Achei em primeiro lugar, muita coisa para gatos, móveis que eles podem arranhar livremente, como esses da Marmalade Pet Care, que tem um design contemporâneo, bem melhor que aquelas torres peludas que muita gente tem em casa.
E, depois de encontrar todo tipo de mobiliário, alguns incríveis como esse aqui daGilles Miller:
Finalmente, eu encontrei um breakthrough, o computador do Francesco Biacci e da Marina Beccattini, vencedores do Greener Gadget Competition n˚ 2:
É um projeto altamente criativo, customizável e completamente eco-friendly. Uma vez que o case não serve mais para o seu computador, você pode remover as peças e reciclar o computador como uma caixa qualquer (quem quiser saber mais, ou ver como ele é montado, basta clicar aqui)
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A razão pela qual eu fiz esse post, é porque eu acredito que nós designers temos esse poder de pensar num produto ou projeto em todo seu ciclo de vida, desde a tela do computador até o momento em que o consumidor decide jogá-lo fora. E com isso, temos o poder de criar soluções: todos esses designer acima decidiram enfrentar a questão do lixo, do custo de produção e da reciclagem em cada um dos seus produtos, incluindo propor uma nova estética.
Ao meu ver, esse é o tipo de design que deve ser consumido, admirado, considerando o mundo que a gente vive… como consumidores, temos também o poder de incentivar esse tipo de inovação.
Acontecerá neste dia 27, mais uma vez, a Hora do Planeta. Já divulgamos a iniciativa aqui no Boteco no ano passado e novamente estamos reservando um espaço de divulgação aqui, para que nossos leitores participem e convide outras pessoas a participarem também.
A proposta da Hora do Planeta é bem simples: por uma hora, em um dia determinado, todos os participantes apagarão todas as luzes de sua casa.
Desligue a TV, tire o computador da tomada e apague a luz da sua sala. Uma hora de escuridão para mostrar que você se preocupa com o meio ambiente. Uma hora de escuridão para mostrar que ainda existe uma luz. (Agora me superei! Toma essa Paulo Coelho!!)
A tal hora será sábado, dia 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (horário de Brasília).
O Brasil é um participante oficial do evento e apagará a luz de grandes monumentos, como o Cristo Redentor.
Veja um breve histórico da Hora do Planeta retirado de seu site oficial:
“A Hora do Planeta começou em 2007, apenas em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades participaram. No ano passado, quando o Brasil participou pela primeira vez, o movimento superou todas as expectativas. Centenas de milhões de pessoas em mais de 4 mil cidades de 88 países apagaram as luzes. Monumentos e locais simbólicos, como a Torre Eiffel, o Coliseu e a Times Square, além do Cristo Redentor, o Congresso Nacional e outros ficaram uma hora no escuro. Além disso, artistas, atletas e apresentadores famosos ajudaram voluntariamente na campanha de mobilização. Clique aqui e veja a lista de quem já aderiu.”
Não seria incrível se todos pudessemos nos locomover livremente pela cidade, sem pegar trânsito, sem se estressar, admirar a paisagem sem o mínimo esforço, e ainda ser eco-friendly??? Não é seu sonho, Cholla????
A Yike Bike é a resposta às suas preces! Com design extremamente inovador, a Yike Bike se propõe a ser o meio de transporte urbano do futuro. Ela é elétrica e pode chegar a 25 km/h, é toda dobrável e pesa só 10 kg, porque é feita de compósito de carbono! Parece que chegamos ao produto perfeito… você carrega ela na tomada, vai até o seu trabalho/escola/casa dos amigos; chegando lá você dobra ela e coloca num cantinho.
Uma das coisas que eu notei, no entanto, foi o jeito de dirigir. À primeira vista parece que vai dar medo, mas acho que é tudo uma questão de costume, mesmo. Agora, para quem pensou em dar carona para a namorada ou para os amiguinhos, atenção, a Yike Bike só aguenta até 100 kg…
O único porém que separa a maioria de nós dessa bike por enquanto é o preço: US$ 4.450,oo. E, é claro, os dias de chuva. Então por enquanto acho que vou ficar com a minha bicicleta mesmo (bicicletas também promovem malhação gratuita!). Aqui vai o vídeo para mostrar como ela funciona:
Para mais informações, visite o site da Yike Bike.
Depois que vi o post da Thabata aqui no Boteco, fiquei impressionada.
aí… passeando pelo meu google reader vi essa outra impressora aqui:
Os designers dessa belezinha são Hyo Sun Ahn e Min Koung So.
Se vai poluir menos, isso eu já não sei… a idéia é que ao invés de jogar as canetas no lixo após o uso, você as reutilizaria. Com isso, os resquícios da tinta não poluiriam o mundo. Mas eu ainda sou a favor da idéia “imprima somente o necessário” assim você consome menos tinta, gasta menos papel… e por aí vai!
Olha só que idéia mais interessante do designer Hoyoung Lee:
Olha, eu procurei bastante na net, e não achei nada falando que esse produto é, ou tornar-se-há verdade… mas só de ler sobre ele, minha mente de designer já ficou imaginando como seria o resutaldo final de uma impressão à lapis, aquele cinza delicado que só o grafite poderia fornecer, e aquele embossing que só o lápis faz no papel, e que é lindo!
A idéia é que você use aqueles toquinhos de lápis para imprimir. A impressora separa o grafite da madeira do lápis, e usa o grafite ao invés de tinta. E ainda ir além: você pode usar a borracha para apagar pequenos erros, sem ter que imprimir a folha toda de novo, o que seria uma grande economia de papel.
Bem, o embossing não acontece… mas mesmo assim, a idéia dessa impressora é bem bacana, e, apesar de eu acreditar que a ela ainda precisa ser aprimorada (por exemplo, a impressão vai apagar com o tempo?), acho que isso é um daqueles exemplos de pensamento sustentável que vêm para solucionar problemas comuns da sociedade industrializada; no caso, como reaproveitar um produto depois do seu uso (aqui é o lápis, afinal, quem consegue usar um com 2 cm de comprimento?).
A idéia está aí, espero que alguém aprimore!!! Aqui vão mais algumas imagens:
escrevi esse texto no meu blog pessoal há algumas semanas, e achei pertinente colocá-lo aqui também. a leitura é um pouco mais extensa do que normalmente escrevemos aqui, mas deve dar alguma discussão.
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Se deve haver problemas, que seja no meu tempo,
que minhas crianças tenham paz.
Thomas Paine
passados 18 meses após o término do meu tcc (e consequentemente do meu curso de design gráfico) é fácil fazer a seguinte afirmação: as pessoas ainda não dão a mínima para a sustentabilidade.
vivemos em uma sociedade que nos molda perfeitos individualistas, preocupados apenas com os nossos próprios umbigos e nada mais. não somos capazes nem mesmo de garantir que nossos filhos encontrem no mínimo um mundo nas mesmas condições que encontramos, que tenham as mesmas oportunidades que tivemos. para a maioria das pessoas um estilo de vida imediatista dá conta do recado: curtir o presente o máximo possível, sem se importar com o futuro, mesmo que este futuro chegue em apenas 20 anos.
durante o desenvolvimento do meu tcc acreditei que se a sustentabilidade se tornasse um tema recorrente, fosse usada em ações de marketing, campanhas, eventualmente a consciência das pessoas e das empresas iria abraçar a ideia. mas não é bem assim. conforme o designer e pesquisador Ezio Manzini disse, a sustentabilidade só tem (ou terá) importância quando for economicamente interessante. trocando em miúdos: enquanto for mais barato poluir, as pessoas e empresas vão poluir.
na área do design, os designers industriais tem feito bons projetos e que chamam bastante a atenção. no design gráfico as coisas parecem estar um pouco mais lentas, falta inclusive a consciência dos designers, e ela é essencial para que eles próprios possam transmitir este conhecimento para os clientes, que sem saber o que sustentabilidade realmente significa vão ficar no lugar comum de pedir apenas papel reciclado nos materiais. o problema está quando o cliente faz este pedido e o designer aceita achando que aquele projeto é sustentável, e todos viveram felizes para sempre. lógico, nem sempre o designer tem o poder total de decisão no projeto, pois terá que fazer a ideia ser aceita por seus superiores no estúdio no qual trabalha, ela terá um custo maior, e infelizmente, se as pessoas não tiverem a educação necessária sobre o tema (ou acharem que tem), não vão perceber que o que se gasta a mais no curto prazo é um gigante investimento que ela faz no futuro, principalmente se a empresa usar a sua real sustentabilidade como instrumento de marketing. é preciso oferecer soluções mais completas para os clientes, pois fazer uma campanha que seja inteira sustentável não torna uma empresa sustentável se ela continua imprimindo milhares de páginas inúteis por dia, luzes acesas sem necessidade, ar condicionado desregulado ou usado em excesso, e com volume gigante de lixo gerado. a imagem de uma empresa sustentável deve refletir sua real estrutura de sustentabilidade, para que a mensagem tenha mais força e traga significados verdadeiros, e não mentiras. ah, e os consumidores odeiam mentiras.
nestes casos, acredito que pode-se usar o mesmo pensamento sobre tendências: ok, o designer pode apenas seguir tendências no estúdio/agência em que trabalha, desde que ele tenha consciência de que está fazendo um trabalho que é tendência e em alguns meses ou anos estará obsoleto. então, um designer poderia fazer projetos com papel couché, verniz uv, laminação e impresso com tinta a base de petróleo, desde que ele saiba que não está sendo sustentável. ou será que não está ok? o que você acha? como é a linha que separa:
1- o pensamento sustentável do designer e o pensamento em apenas terminar seu trabalho do jeito que foi solicitado sem causar “problemas” ou transtornos com mais questionamentos e sugestões;
2- a posição dos chefes, que normalmente focam em agradar o cliente para não perdê-lo – “ele está errado, mas ele nos paga” – afinal, o estúdio/agência também é uma empresa;
3- o cliente, que é quem vai pagar pelo trabalho?
o que defendi no meu tcc, que uniu música e sustentabilidade, é que a sustentabilidade deve ser intrínseca ao processo criativo nas universidades. todos os designers devem terminar a graduação prontos para executar projetos sustentáveis. se “Design Sustentável” fosse uma matéria, ela deveria estar logo no começo do curso, e não ser apenas algo sazonal, mas contínuo, que seja discutida durante todo o curso. as aulas de Projeto devem ter sempre projetos sustentáveis como objetivo, os professores precisam exigir ao máximo dos alunos como fazer mais com menos, e como melhorar o que já existe. o design deve ser sustentável na sua essência. qualquer projeto de design deveria ser sustentável. este seria um ótimo passo inicial para se formar pessoas com mais consciência sobre o tema, pois sustentabilidade não se aprende lendo apenas um livro, uma ou duas revistas ou um post em um blog. é preciso entender o que isso significa e ter a vontade de fazer sempre que for possível.
é de extrema importância que uma coisa fique bem clara: eu defendo o desenvolvimento sustentável porque vivemos em um mundo com recursos naturais finitos, que se utilizados em excesso, em um ritmo maior do que sua renovação, trarão consequências catastróficas, inclusive para as empresas e indústrias, que não vão ter mais fontes de suas matérias-primas. o sistema capitalista entraria em colapso junto com os ecossistemas, provavelmente trazendo consequências irreversíveis, e a vida no planeta seria muito diferente do que estamos acostumados. não defendo o tema por achar que estarmos transformando o mundo em uma máquina apocalíptica, com enomes tsunamis que vão varrer cidades inteiras do mapa, furacões avassaladores e um calor de 40º no Alasca. mas também não é por isso que eu não acho que isso possa acontecer em função da nossa interferência. mais uma vez, o “mundo capitalista” mudar sua postura porque sua matéria-prima vai acabar não significa que ele criou uma consciência ambiental, vamos retomar o pensamento de Ezio Manzini: será puramente por uma questão econômica. na minha opinião, se a sustentabilidade acontecer apenas por questões econômicas pode ser bom (pelo menos no curto prazo), desde que ela seja real e absoluta, sem a superficialidade com a qual o tema é tratado.
o ponto é: nós não podemos destruir o mundo, ele é a nossa casa, o nosso lar. vivemos com outras milhões de espécies de seres vivos, e somos os únicos que atacam o planeta. nosso dever é preservá-lo, entregá-lo aos nossos filhos em condições muito melhores do que como o encontramos. para encerrar, gostaria de deixar este vídeo do falecido astrônomo Carl Sagan, um gigante divulgador da ciência, que nos dá a dimensão do quão insignificante somos, de como a vida é escassa (até onde sabemos), e que de todo o universo, este pálido ponto azul é o único lugar que conhecemos que pode abrigar vida. obrigado pela extensa leitura, quem não teve paciência ou vontade de ler até o final certamente não era o meu público alvo com este texto.
Esse é um projeto que eu adorei!!! O designer Ryan Harc sugeriu um novo design para a lata de Coca-Cola, que desafia um pouco a marca e a tradicional cor vermelha, e apresenta uma versão muito mais ecologicamente correta:
O legal dessa latinha é que, simplesmente tendo a marca em relevo ao invés de impressa, a redução do custo ambiental de produção seria enorme. Primeiro a redução da emissão de carbono na produção da tinta, e depois para remoção da tinta quando a latinha for para reciclagem (por sianl, esse resíduo é tóxico). Imaginando quantas latinhas de Coca-Cola são produzidas no mundo diariamente, dá para ter uma idéia de quanto positivo sustentável seria se esse design fosse aplicado.
Agora, essa idéia é linda mas acho que funcionaria muito bem com a Coca-Cola, que é tão absurdamente conhecida que se eles fizessem uma latinha só com aquela onda da marca, todo mundo já reconheceria. Para marcas menos famosas pode ser problemático. E lógico, tem sempre a questão de que, se todas as marcas de refrigerante e cerveja decidissem ser eco-friendly, a vida no supermercado seria difícil até que os designers pensassem numa nova maneira de apresentar o produto nas prateleiras.