8 jan 2010 Um pingo de cultura, animação, arte  |   por thabata

Se eu pudesse dizer em qual momento da minha infância eu decidi seguir uma carreira mais voltada às artes (ao invés de virar veterinária), eu diria que certamente foi quando eu vi pela primeira vez o quadro Guernica, do mestre Pablo Picasso. Eu estava na segunda série, e, apesar de achar que um quadro daqueles é um pouco pesado para criancinhas da segunda série, eu sou grata por todo o horror que eu senti naquele dia.

Foi a primeira vez que eu entendi o que a arte pode fazer com uma pessoa, e, em última instância, a força expressiva que a arte pode ter. Eu senti um nó no estômago, queria nunca ter visto aquilo, mas a verdade é que eu estava fascinada com aquela sensação – causada de fato por um desenho todo distorcido. Aquilo foi mágico. Somente semanas depois consegui parar de pensar no quadro, e desde então Picasso tem sido um dos meus artistas favoritos.

Que surpresa não foi ver um dos twitts do joaobem (que aliás, me ajuda muito a me atualizar) falando justamente sobre o Guernica, e nesse caso, em 3D, que vocês podem ver aqui:

Eu achei a idéia genial, apesar de saber que certamente alguém vai reclamar. Vão dizer que o Picasso pintou em 2D, que ninguém sabe como se pareceriam as partes de trás da pintura, que o cubismo só funciona se for em 2D, e blábláblá. O importante é dizer que ninguém está querendo refazer a obra do mestre, e eu acredito que essa seja uma grande maneira de estudar uma pintura, específicamente como o joaobem falou, para o pessoal mais jovem que curte mais ver as coisas em movimento. E depois, eu me senti criança de novo enquanto assistia o vídeo: aquela agonia, aquela vontade de fechar a janela do Youtube… mas eu não fechei. Acho que foi um bom momento de rever essa obra que eu posso dizer: mudou minha maneira de ver o mundo.

Detalhe para a flor no final. Até me arrepia…

E você? Qual artista (se algum), mudou a maneira de você ver o mundo?

Fonte: Joaobem.biz

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1 set 2009 Dia-a-Dia, Um pingo de cultura, arte, produtos  |   por thabata

O artista francês Sebastian Bouchard desenvolveu essa peça para uma exposição em Dakar, no Senegal, e deu-lha o nome de “C’est La Crise”. A peça inspira-se na situação economica mundial atual.

O objeto todo mundo conhece, é a boa e velha cabaça. Esse tipo de cuia é muito usada na África, para cozinhar, armazenar grãos, coletar água, de forma que se tornou um dado cultural do continente. É um objeto muito, muito simples, e que em valor custaria menos que R$ 2,00, mas que é extremamente útil, e utilizado o tempo todo por toda uma população. A pegada do artista aqui foi questionar o verdadeiro valor de tudo que utilizamos. Nós realmente damos valor àquilo que é essencial? E o valor que damos para as futilidades e “necessidades inventadas” pelo modo de vida consumista e pelas convenções sociais? O que realmente mede o valor de um produto? E finalmente, o que é de verdade, essencial, coisas que nós verdadeiramente precisamos para existir nesse planeta?

E é claro, pintar a cabaça com a marca da Louis Vuitton é extremamente prvocativo: todo mundo sabe que uma bolsa com esse mesmo grafismo que ele pintou na cabaça pode custar uma fortuna – literalmente. E, falando a verdade, é uma bolsa que não é melhor que qualquer outra bolsa de qualidade.

E tudo isso, ainda, incluindo o pensamento de crise. Talvez todo o conceito de crise que assola algumas partes do primeiro mundo, e em alguns círculos abastados do nosso terceiro mundinho seja simplesmente a impossibilidade de consumir futilidades… (eu nunca vou esquecer a socialite que disse que para se proteger da violência trocou seu jipe de luxo por uma Pajero – quanto sacrifício). E interessante porque essa semana mesmo eu estava lendo sobre famílias americanas que decidiram não comprar nada que fosse realmente útil por um determinado período (um ano, por exemplo). E o que elas descobriram foi que elas estavam aproveitando a vida muito mais, e ao final de um ano, eles não voltaram ao estilo de vida consumista de antes. Bom, isso dá pano prá manga, mas é uma das facetas que a obra sugere, devem ter muitas outras… opiniões, alguém?

E aqui vai uma foto muito linda, só para ilustrar esse pensamento que, para mim, só mostra o quanto a gente é louco…

Via: designboom

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9 jul 2009 Um pingo de cultura  |   por Vinícius Vaz

Revolução Constitucionalista de 32, movimento ocorrido em São Paulo contra o governo Vargas e pela promulgação de uma constituição.” Alguns também chamaram esse movimento de separatista. Embora militarmente São Paulo (estado) tenha perdido, o resultado dessa revolução foi a constituição de 34. Muitos monumentos criados e talvez o mais conhecido, o obelisco do ibirapuera. Olha que curioso:

São nove os degraus na entrada e, internamente, existem três grupos de três arcos, formando nove no total. O comprimento da base do obelisco tem nove metros, o do topo possui sete metros, e a largura da cripta é de 32 metros, ou seja, a data da revolução: 09/07/1932. A simbologia também está presente no desenho do gramado ao redor do Monumento, que possui área de 1.932 metros.

Bom, ok. . .

Para nós designers, de qualquer parte do país, não podemos desprezar os cartazes feitos na época. Cartazes com um forte conteúdo que remete a outros pontos da história.

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25 mai 2009 Absolute, Um pingo de cultura, campanhas, embalagem, marcas  |   por thabata

Nossa… tenho estado hiperativa nesse blog, mas acontece que tem tantas coisas legais acontecendo nesse mundão do design (de todos os tipos!) e que eu não posso deixar de comentar!!! Essa então é melhor ainda, porque não é meramente design, é uma afirmação ( a miroca é que vai gostar dessa, com certeza…).

É sobre a embalagem da edição especial da vodka Absolute, que vai ser sem rótulo!

A marca já vinha fazendo sucesso entre as minorias sexuais, e realizou uma pesquisa para descobrir como essas minorias gostariam de ser vistas pela marca. A resposta quase unânime é que eles gostariam de ser vistos como um grupo homogêneo, daí sem rótulos. O design da nova garrafa só vem adornado com um pequeno adesivo removível e um pequeno triangulo com as cores do arco íris.

Segundo Anders Olsson, um dos diretores da empresa, a garrafa sem rótulos manifesta a idéia de que não importa o que está por fora, mas sim o que há por dentro. Com essa campanha, diz ele, a Absolut quer incentivar as pessoas a pensar duas vezes sobre seus preconceitos. O conceito da campanha: “In An Absolut World, There Are No Labels” (em um mundo absoluto, não existem rótulos). O objetivo é se posicionar como uma marca que trata a todos igualmente e sem preconceitos. O produto deverá estar disponível em setembro.

Pessoalmente, acho a idéia linda. E acho que pode ir além das minorias sexuais, e ser um símbolo para todo tipo de preconceito que possa existir. E mesmo que, lógico, a Absolute quer vender mais vodka, a atitude de se posicionar a favor de um conceito tão atual e importante é muito nobre. E nós, designers e consumidores podemos (e devemos) ser parte ativa dessa idéia, que no fundo, no fundo, é uma idéia de um mundo melhor.

Via: std1

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25 abr 2009 Um pingo de cultura, adidas, campanhas  |   por thabata

Taí uma coisa que fez a minha “pulguinha étnica” vibrar… uma campanha muito bacana da adidas na África do Sul!

O background é o seguinte: em muitos locais na África quando uma pessoa realmente faz sucesso, é comum se criar cortes de cabelo em homenagem àquela pessoa, e depois nomeá-lo algo como “Le Obama” ou “Le Denzel”; ou seja, seu sucesso se mede pela quantidade de cortes de cabelo em sua homenagem. Depois o corte é pintado em madeira ou metal e exposto na frente da barbearia, ou salão.

Aproveitando esse costume, a adidas encomendou a diversos barbeiros locais, pinturas (que eu chamaria mais de “cartazes”) com diversos jogadores de futebol famosos, como o nosso Kaká, criando cortes que fazem referência às suas habilidades específicas. Tudo isso faz parte de uma campanha chamada Kopania. Kopania é uma palavra sul-africana que significa “juntos”, o que relaciona essa campanha local ao conceito da campanha global da adidas “juntos somos fortes”. Um jeito muito bacana de dar aquele toque local e depois conectá-lo ao cenário mundial.

Aqui estão alguns posters da campanha:

Via: kiss my black ads

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27 mar 2009 Um pingo de cultura, sustentabilidade  |   por Mari Ornelas

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Você sabe o que é a Hora do Planeta?

Não sabe? Bom, então vou explicar…

“A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.”

O Rio de Janeiro foi a primeira cidade do país a aderir e a confirmar o apoio ao programa, e com isso marcou a adesão do país nessa mobilização.

Isso quer dizer que o prefeito Eduardo Paes decidiu apagar as luzes de alguns ícones da cidade como o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar, o Parque do Flamengo e da Orla de Copacabana. Junto a essa iniciativa, o Morro Dona Marta e o Jockey Club também confirmaram a participação no evento.

Pra conhecer um pouquinho melhor:
Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008, o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

Para participar é muito simples, basta apagar as luzes de sua casa este sábado, dia 28 de março, das 20:30 até as 21:30.

Apenas uma hora… para  sinalizar que estamos preocupados com o rumo que o mundo esta tomando. Estamos preocupados com o aquecimento global e queremos mudar.
Queremos fazer de nosso mundo, um mundo melhor.

Eu aderi.
Vou apagar as minhas luzes.
Mas e você?

Participe você também, visite o site da Hora do Planeta.

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14 jan 2009 Um pingo de cultura, arte  |   por Vinícius Vaz

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O designer inglês Si Scott já conquistou o público e ganhou o respeito de toda a impressa britanica. Com seus traços leves e suas curvinhas sutis, forma verdadeiras obras de arte.

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No youtube tem um vídeo muito bacana dele desenhando, sim, esses desenhos são feitos a mão. Essas linhas fininhas bem definidas, não são vetores. (acho que terei que viver mais umas 10 vidas até desenhar assim) http://www.youtube.com/watch?v=Uws1eadf_JE

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O site dele é: www.siscottstudio.com

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via: DesignAtento

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5 dez 2008 Um pingo de cultura, embalagem  |   por Vinícius Vaz

Andy Warhol (1928 – 1987)

(Pittsburgh, 6 de Agosto de 1928 – Nova Iorque, 22 de Fevereiro de 1987), foi um pintor e cineasta estadunidense, maior ícone do movimento de pop art.

Difícil desassociar Andy Warhol do  movimento pop art, que é caracterizado pelo uso nas artes visuais a estética da cultura de massa. Não tem como pensar em um e não lembrar o do outro. 

“se objetos feitos sem intenção artística, como design de produtos, imagens publicitárias, HQs e filmes industriais, poderiam ser vistos como obras de arte, ou, pelo menos, integrar-se a uma linguagem da arte, então, em tese, qualquer coisa poderia ser vista como obra de arte, desde que alguém a abordasse desse ponto de vista e chamasse a atenção de outras pessoas para ele. Esse alguém, claro, só poderia ser o próprio Andy Warhol.” Marcello Castilho Avellar

Pintura da lata de sopa campebell
Ele não tinha a preocupação em tornar suas obras em grande arte, mas chamou a atenção de todos ao pintar numa tela 32 latas da sopa Campbell. Fez com isso que todos olhassem para a embalagem, pois, um rótulo de sopa  em si, poderia não ser uma arte, mas quando pintado num quadro garantia toda a singularidade das grandes artes.

Qualquer um poderia ter pintando o rótulo da sopa de tomate da Campbell em um quadro, mas depois que Warhol fez, qualquer um que fizesse passa a ser cópia do seu conceito.
Outras obras dele: 

 

    

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Andy Warhol – Da colagem a formação do Kaos
Wikiquote
Andy Warhol: o homem que matou a arte

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