23 nov 2010 design industrial  |   por Paulo Cholla

eu achei bem legal esse carro conceito da Cadillac, de “luxo urbano”. é compacto, bonito e ousado. eu teria um fácil! se ganhasse, lógico.

via design boom

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17 mar 2009 bmw, comercial em vídeo  |   por Thio

Mudança. Uma idéia constantemente buscada por designers. A busca pelo novo se dá diariamente, especialmente para se manter firme em um mercado tão competitivo.
A ironia é que enquanto alguns quebram a cabeça buscando inovações mirabolantes, são nas idéias simples que vem as mudanças mais geniais.

GINA da BMW é um novo conceito de carro com uma idéia bem simples: simplificar.
Para que os carros precisam de todas aquelas peças e estruturas de metal? E se ao invés disso o carro fosse revestido por um tecido único? Como uma pele que envolveria sua estrutura?
Parece estranho? Então conheça GINA e tire suas próprias conclusões.

(aúdio em inglês)

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9 dez 2008 Dia-a-Dia, arte, processo criativo  |   por Miroca

Ilustração de Dosimeter em deviantart
Ilustração por Dosimeter, em deviantART

E então você finalizou aquele trabalho (huahauhauhau, pensei em baralho!).

Uhuuu! Agora é só mandar pro cliente.

Claro que a vida não é tão simples assim, então seu chefe pediu para você fazer uma defesa de conceito. Sabe, né? Pro cliente não implicar ou tentar pedir pra deixar tudo em caixa alta e itálico.

Beleza.
E agora?

Nossa. De onde vieram todas essas coisas que você fez na marca, na papelaria, no catálogo?

Amigo designer: isso já aconteceu com você? Porque ando me assustando com a freqüência em que isso tem me acontecido (sim! freqüência com tremas!! não aceito a exclusão delas!).

Então passei a me perguntar: seriam a arte e o design assim tão distantes? Diferentes?
Hmmmm. Ok. Veremos.

Religiosamente, o design é comunicação. Arte é expressão. Peço desculpas em adianto por qualquer coisas de errado que eu diga aqui sobre arte. Obviamente, não sou especialista, apenas estou tentando matar minha curiosidade através dos meus próprios pensamentos.

Bom, na faculdade aprendemos todas as regras da gestalt, o significado das cores, as metodologias da forma e todas as figuras de linguagem das composições. Tudo isso para que conseguíssemos comunicar aquilo que precisávamos da maneira mais eficiente e sedutora possível. Devo confessar que, no fundo, sempre achei design uma profissão meio sórdida. Já penso? Unidos aos marketeiros poderíamos dominar o mundo e ainda fazê-los gostar disso.

Pra quem trabalha com arte é diferente. Aliás, sempre achei meio triste que o trabalho de um artista estivesse ligado ao dinheiro, ao mercado… Poxa! Como se dá valor à expressão de um artista? Está ligado ao gosto pessoal do comprador? Quer dizer então que tem tudo a ver com ‘o belo’. O que é beleza para a arte? O belo pode ser empregado ao design também? Credo. Quanta coisa confusa!

Quero tentar voltar ao que comecei a falar neste post. Quer dizer, o que se passa na minha cabeça quando faço uma marca perfeita e que não faço a menor idéia de onde ela saiu? Depois, pensando à respeito, sempre encontro belos argumentos para defender meu layout, sempre cheio de significações, tipos equilibrados e adequados para o tema, cores perfeitamente compostas… Para mim? Para todos? Se a teoria que aprendi em um livro é aquilo que estou aplicando então essa composição é verdadeira, certo?
Mas… e o gosto pessoal? Já notou como cada designer, desde o princípio de sua carreira, possui suas preferências em todos os sentidos? Composições, simetrias, cores…

Ok. Então eu devo ter construído uma marca que se adéqua ao briefing, mas está totalmente ligada ao meu gosto pessoal. Minha expressão? Minha arte? Assim, meu colega de trabalho teria feito uma marca completamente diferente, seguindo exatamente os mesmos conceitos que aprendi em um livro. Uma ciência sem nenhuma exatidão, isso sim. Que coisa maluca! A Hermione nunca seria uma designer (sorry! não pude evitar! Esperamos ganhar novos adeptos à esse blog com a menção deste nome. Mas ei! Adoramos Twilght tb! \o/).

Falando em colega de trabalho, conheço um designer que sonha em fazer curso ou facul de artes plásticas. Nossa. Isso me deixa super perdida. Sim pois, arte é expressão apenas. Não existe comunicação… Eu acho… Se você é designer me diga: você se imagina, hoje, fazendo qualquer coisa que não comunicasse nada para ninguém? Nem um tiquinho de mensagem? De sedução? Não consigo mais me livrar disso. Eu nem consigo entender como funciona uma faculdade de Artes Plásticas. Quer dizer, como que um professor dá uma nota à uma peça de arte de um aluno? Ele julga o quanto o aluno se expressou? O que haveria de errado em uma pintura, por exemplo, por ter recebido uma nota 6?

Por favor artista plástico, me responda! Tornei me escrava de minha própria profissão.

Pior. Ela me fez gostar disso.

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13 nov 2008 Dia-a-Dia, processo criativo  |   por Miroca

Ilustração de bw-inc em deviantart
Ilustração por bw-inc, em deviantart

Design é mesmo uma profissão cheia de amores… Você sempre acaba se apaixonando por alguma marca, algum padrão, algum pantone, algum layout que criou. E então vem a hora de apresentar pro cliente. Que tensão. Dependendo de suas últimas experiências você fica esperando o pior. O que será que farão com o meu pequeno pedaço de ‘perfeito’ design?
Pronto. O cliente aprovou! TCHAM! Que demais! Podemos finalizar ou continuar a desenvolver os materiais baseados nesse mesmo conceito… Mas nem sempre é tão simples assim, não é?
Bom, a partir da minha curta, porém arduosa, experiência profissional, acabei por definir 3 diferentes grupos onde podemos encaixar quase todos os clientes:

1) Cliente MARA: O cliente mara é mesmo um sonho. Cliente mara é aquele que você tem até vontade de criar um mural na sua agência (se ainda não tiver) e colocar uma foto dele fazendo um ‘okeizinho’. Com esse cliente o processo é mesmo uma maravilha (pegou?!). Você recebe o briefing lá de cima, dá uma pensada, uma pesquisada, desenvolve um conceito bacana, monta uma apresentação que explica legal o que quis dizer com tudo aquilo e o material é enviado pro cliente. E pronto, ele aprova. Alguns mandam e-mails delirantes dizendo que amaram e que era justamente aquilo que queriam. Outros apenas aprovam e pedem para tocar o resto do serviço. Sabe, eles nem precisam ser simpáticos para que você os ame. São mesmo uma mara.

2) Cliente CABEÇA: Já o cliente cabeça não é tão facinho. Os primeiros passos são exatamente os mesmos, mas o retorno não é extremamente positivo. Na verdade, o cliente cabeça acaba sendo ainda melhor do que o cliente mara, porque com ele vc aprende como se expressar melhor, como abrir mais sua visão, como entender o que está errado com sua arte. Este cliente aprova o conceito, aceita sua idéia raíz, mas faz questão de dar opiniões para que o trabalho fica zerado. Tá, tudo bem, as vezes ele chuta errado… Mas o cliente cabeça sabe conversar e se vc tiver um lábia legal você pode convencê-lo. O cliente cabeça tem mais experiência na área. O cliente cabeça é uma extensão do seu professor exigente da faculdade…

3) Cliente LOBO: Sim, sim, o cliente lobo. O cliente lobo te consome, te destroi, te entristece, te faz querer ser dublador (sim, isso acontece comigo). Para começar, o briefing não vem nem lá de cima… vem de baixo mesmo! O cliente lobo é esperto e só mostra sua verdadeira face após o primeiro contato: a primeira desaprovação de conceito. Tudo bem, normal. Passemos para outra. Não aprovado novamente. Telefonemas, reuniões, e-mails, ameaças de morte, nada funciona. Com o cliente lobo não existe um caminho; não existe um conceito. As vezes o cliente lobo te engana pela manhã, aprovando um layout; mas aí, ele sai a caça pela noite e te surpreende na manhã seguinte: ‘não, não.. não era isso. eu não aprovei isso’. O final da história é sempre trágico: os palpites dele acabam se misturando, criando um girafa azul de tromba e, com esse monstro, você tem que desenvolver outras coisas. MAS COMO? Seu conceito foi totalmente devorado pelo cliente lobo…

Nessas horas bate mesmo um desespero. Palavrões mil, pressão alta, gastrite… O que fazer? Xingar? Ser arrogante? Discutir até o fim? Perder o cliente? Há alguns dias entendi meus limites e os limites dos meus clientes: você possui o conhecimento. Seu cliente está pagando por isso. Nada mais adequado do que expressá-lo. Mas sempre existirá um ponto onde você vai perceber que não tem mais por onde conversar; o tom de voz de seu cliente te cala completamente. Quando isso acontece é hora e abortar a missão antes que essa bomba exploda. Transforme-se em uma mera ferramenta e faça tudo aquilo que seu cliente quiser, afinal, a peça é dele, e ele terá muito orgulho de mostrar para a mãe, dizendo que foi ele que criou tudo porque o designer era um idiota.

Claro, cada caso é um caso e essa maneira prática não é, e não deve ser, sempre a solução. Mas vc com certeza já passou por isso. Calma! Segura a gastrite aí!

Depois, vc pega aquilo e esconde láááá no final do armário de arquivo, pra nunca mais ninguém achar.
Pobre do próximo designer que tiver que retomar aquele trabalho.

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