26 jul 2010 design, intervenções, sustentabilidade  |   por thabata

Estava fuçando a net hoje de manhã e me deparei com um desses projetos do jeito que eu gosto… simples e efetivo.

A designer londrina Anna Garforth teve a idéia bem bacana de criar vasinhos urbanos, tipo aqueles que a gente vê na Paulista, com garrafas plásticas (garrafas plásticas mais durinhas, como aquelas de leite ou suco de laranja) pintadas manualmente, num processo conhecido aqui como upcycling. Ela chama o projeto de Head Gardner.

O projeto é simples, mas eu me peguei pensando que, se todas as cidades usassem garrafas plásticas para decoração urbana como essa, imagina quantas garrafas plásticas a menos teríamos que reciclar. Afinal, upcycling é ainda melhor que recycling, no sentido que não se investe energia nenhuma no processo.

Aqui vão algumas fotinhos:

Via: designboom

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21 mar 2010 design industrial, produtos, sustentabilidade  |   por thabata

Qualquer pessoa que acabou de se mudar para uma casa nova, não importa quanta tranqueira ela traga consigo, sabe o que é aquele mar de caixas de papelão que sobra depois que tudo foi arrumado. E depois, cada coisa nova que você compra para sua casa, adivinhe, vem em mais caixas de papelão.

Estou vivendo (ainda) esse momento. Me mudei para esse novo apartamento há menos de um ano, e sofro com o fato de que meu queridinho Marcus é um consumista ativo do produtos do Amazon (ele está melhorando, aos pouquinhos), e, para completar, fazemos compras mensalmente num daqueles supermercados de varejo. Além das caixas da mudança, cada compra no Amazon vem numa caixa, cada compra da sua família pelo Amazon vem numa caixa ainda maior (né, Miroca!?), e tudo que compramos no Costco vem numa caixa de papelão.

Bem, cansada da quantidade de caixas acumuladas embaixo da cama, mais a que temos que levar para a reciclagem todo mês, e triste com tanto desperdício, fui fazer uma pesquisa sobre móveis de papelão (ainda faltam móveis no meu “escritório”). E fiquei surpresa ao encontrar produtos altamente sofisticados, ao invés daqueles móveis com cara de improviso. Então resolvi trazer alguns deles para o Boteco, para ver se alguém se inspira tanto quanto eu.

Achei em primeiro lugar, muita coisa para gatos, móveis que eles podem arranhar livremente, como esses da Marmalade Pet Care, que tem um design contemporâneo, bem melhor que aquelas torres peludas que muita gente tem em casa.

E, depois de encontrar todo tipo de mobiliário, alguns incríveis como esse aqui da Gilles Miller:

Finalmente, eu encontrei um breakthrough, o computador do Francesco Biacci e da Marina Beccattini, vencedores do Greener Gadget Competition n˚ 2:

É um projeto altamente criativo, customizável e completamente eco-friendly. Uma vez que o case não serve mais para o seu computador, você pode remover as peças e reciclar o computador como uma caixa qualquer (quem quiser saber mais, ou ver como ele é montado, basta clicar aqui)

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A razão pela qual eu fiz esse post, é porque eu acredito que nós designers temos esse poder de pensar num produto ou projeto em todo seu ciclo de vida, desde a tela do computador até o momento em que o consumidor decide jogá-lo fora. E com isso, temos o poder de criar soluções: todos esses designer acima decidiram enfrentar a questão do lixo, do custo de produção e da reciclagem em cada um dos seus produtos, incluindo propor uma nova estética.

Ao meu ver, esse é o tipo de design que deve ser consumido, admirado, considerando o mundo que a gente vive… como consumidores, temos também o poder de incentivar esse tipo de inovação.

Qual tipo de design você anda consumindo?

Via: Re-Nest, Core 77 & Fresh Home

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12 fev 2010 youtubelândia  |   por Thio

Vou tentar não fazer piada e pensar só na reciclagem…

Via designgrafico

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5 ago 2009 embalagem, sustentabilidade  |   por thabata

Uau, fazia tempo que eu não postava nada… mas quando eu vi essa embalagem, sabia que eu deveria!

A embalagem em questão é a nova “caixa” para os tênis da marca Newton Running, uma empresa que fabrica calçados esportivos baseada em Boulder, Colorado, aqui nos EUA.

Eu achei o projeto dessa nova caixa extremamente inovador! Primeiro, é difícil encontrar um projeto que realmente represente uma mudança na maneira de pensar alguma coisa (no caso, a tradicional centenária caixa). O que acontece é que muitos projetos colocam um twist naquilo que é tradicional, como um material diferente, cantinhos arredondados, ou um jeitinho de iPhone app. Nem sempre isso significa inovação.

Essa nova embalagem, projeto da TDA Advertising & Design é feita em 100% material reciclado pós-consumo, e o formato que se encaixa diretamente no tênis faz com que o uso de papel de seda seja desnecessário. Além de que o armazenamento e transporte não diferem em nada de uma caixa normal, portanto, não existem ônus nesse sentido.

Uma coisa que observei bastante aqui nos EUA é a diferença de atitude entre as pessoas que vivem no lado leste do país e as que vivem no lado oeste. Os habitantes do lado oeste decididamente são mais conscientes e ambientalmente corretos do que os que vivem do lado leste. Eles em grande parte incentivam produtos que fazem diferença ambiental e localmente, provavelmente devido a uma enorme herança hippie (a Miroca vai adorar essa né?). Principalmente no Colorado,  onde um sem-número de pessoas e profissionais se esforçam em criar e consumir produtos mais ambientalmente corretos. Na verdade, acredito que eles estejam criando uma nova moda, a moda eco-correta. Num país consumista como os EUA, ao meu ver é o jeito perfeito de massificar o consumo de produtos eco-friendly ou sustentáveis… Resta descobrir um jeito de fazer com que essa tendência perdure, e que as pessoas passem a consumir esses produtos não só pelo lado fashion, mas porque elas realmente estão mais conscientes.

Via: PSFK

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6 mai 2009 starbucks, sustentabilidade  |   por Miroca

starbuckslogo

Esses dias estava de bobeira e resolvi pegar um café no Starbucks… fazia tempo que não tomava um… Bem gostoso, isso é, se vc souber montar seu café direitinho, pq convenhamos que por algum motivo místico o Starbucks daqui não é a mesma coisa do de lá. E não, não importa que o café é fraco. Prefiro dizer que é diferente… mas enfim!

Estava conversando em um dos sofazinhos e, enquanto isso, fiquei brincando com o meu copinho ‘tall’ de café que já estava quase no fim (double capuccino, com leite desnatado e calda de chocolate)… NIKI (tradução: NO QUE) olho para a faixinha de papelão que colocam em volta do copo para que não queimamos nossas mãos e vejo a surpreendente frase (em inglês, português e espanhol): ‘Produzido com 65% de fibra de papel utilizada’.

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Eu sei, eu sei. Isso pode parecer não tão fantástico assim para vc. Mas amiguinho, pra mim foi demais! Quando ainda na faculdade, fiz alguns trabalhos ligados a re-utilização de materias, reciclagem, etc e sempre fico muito feliz quando vejo uma empresa ou mesmo uma pessoa singular se preocupando e investindo um pouco mais nisso. Meu colega Cholla com certeza deve achar isso demais! Então aqui vou eu dar algumas informaçõezinhas pra vcs:

O papel reciclado que usamos mto hoje em dia, por exemplo. Várias empresas, bancos, pessoas imprimem tudo nele. Sabe né? Mostrar preocupação com o meio ambiente vende mais hoje em dia! Ainda mais com o reciclado, que já tem aquela aparência meio bege e com fibras que não enganam: tá lá! É papel 100% reciclado uhuu!

Mas nhé… não é tão mágico assim, afinal, não sei quantos sabem disso mas apenas 25% (no máximo) das fibras desse papel são de papel já utilizado. Sim! Os outros 75% são de fibras não utilizadas re-processadas. Tá, tudo bem, 25% já é grande coisa. Mas a maioria das pessoas vê o ’100% reciclado’ e fica super feliz! A grande verdade é que não existe lá muuuuuito investimento para que consigamos desenvolver um papel 100% re-utilizado que possa ser usado para impressos em alta definição e tal. O papel deixa uma textura muito grosseira e as fibras de papel reciclado não são tão longas como a do papel convencional novinho. Ah! Não vamos deixar de mencionar que o reciclado é mais caro do que o comum, para se ter idéia de como não é tão simples assim utilizar a reciclagem de papel ou mesmo outros materiais.

Todo esse papo nos trás novamente às idéias Starbucks…

Cinto de papel: 65% feito com fibras reutilizadas. O aumento da porcentagem já deixou o caso mais mágico para você? Investimento aqui para desenvolver um papelão como qualquer um outro, mas com fibras recicladas. A textura é igual, a cor é igual… Só descobri porque li a pequena linha em fonte corpo 8? 7? que informava sobre o diferencial.

Guardanapos: 100% reciclados. São mto semelhantes com o papel reciclado que usamos aqui. Não vou saber informá-los qual a porcentagem de fibra re-utilizada, mas de qualquer jeito, casa muito bem com a idéia ‘vamos re-aproveitar!’

Copinhos de café: Veio aí a surpresa! Comecei a pesquisar sobre as atitudes da Starbucks de investir e utilizar materiais reciclados quando li em diversos lugares sobre seus copinhos reciclados. Sim! Em 2004 ou 2005 a Starbucks conseguiu autorização para produção e utilização de copinhos que utilizam 10% de fibra de papel já utilizada. Meu amigo! 10% para a indústria alimentícia é uma grande coisa, pois foi a pioneira em desenvolver uma material reciclado que se mantém em contato com o alimento. Os copinhos reciclados já são utilizados em várias lojas Starbucks nos EUA e no mundo. Claro, são mais caros para eles na hora de produzir (o preço do café é o mesmo em qq copo) por isso só utilizam esse copo em lojas que vemdem a valer! De qualquer maneira, existe toda uma política para que os materiais sejam corretamente manuseados para uma futura reciclagem (vcs podem imaginar a quantidade de copinhos que eles usam por dia?)

Ah! Por última rola uma atitude e política muito interessante que deixa todo mundo mais feliz: tá afim de um café? Leve vc mesmo seu copo ou caneca e ganhe um desconto no preço do seu café!

Há algum tempo atrás comentei com outro profissional da área como nos era difícil adaptar um projeto gráfico completo para que fosse mais ‘sustentável’. Deixei a seguinte idéia: qual a causa disso? por que existem poucas opções de substratos, tintas e processos quando se quer fazer um projeto ecologicamente correto? por que sempre entramos em contato com a gráfica para pedir o couché 220g/m2? serão as empresas, gráficas, governos responsáveis pela falta de investimento em pesquisa de novos e variados processos inovadores que agridem cada vez menos o ambiente? ou nós mesmos, os velhos e bons companheiros eternos do couché, verniz uv e bopp?

Vamos pensar! Quanto mais orçamentos inteligentes, mais informação para os clientes e, principalmente, maior exigência para com processos e materiais sustentáveis, maior a oferta!

Fonte: Para quem quiser ler mais sobre as atitudes da Starbucks, esse é o link com o texto mais completo e dedático (em inglês): Starbucks Paper Project

ps: enquete! descrevam lá os elementos da marca Starbucks e os sentidos de toda a composição! (sereia? rainha? rabos? peixes?)

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