12 jan 2011 eventos, marcas  |   por Paulo Cholla

se você não acompanhou as notícias neste começo do ano, eis a marca oficial das Olimpíadas de 2016, que vão acontecer no Rio de Janeiro:

muitos disseram que a marca é plágio, foi copiada, bla bla bla. na minha opinião ela tem diversas inspirações, mas não é plágio nem de longe. assistam a este vídeo da Tátil, agência carioca responsável pelo projeto, e sintam melhor todo o conceito que envolveu o processo de criação. com ele dá pra ter uma dimensão melhor da marca, que eu acho simplesmente genial.

é muito bom ver um projeto como esse, com toda essa pesquisa de base, conceituação, e com uma execução perfeita. contrasta fortemente com a marca da Copa de 2014, que é feia e mal resolvida. a marca do Rio 2016 não vai apagar o erro da marca Brasil 2014, mas prova de uma vez por todas que o Brasil sabe fazer design de qualidade.

abaixo uma print do site oficial da competição ( www.rio2016.com.br ):

e lógico, fica aqui o apelo para que os telejornais, apresentadores, revistas e jornais não usem o termo Logomarca, nunca.

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30 mar 2009 identidade visual, impressos, tipografia  |   por Paulo Cholla

este post não poderia vir em hora melhor. um post sobre Fórmula 1 no dia seguinte ao GP da Austrália, no qual a Brawn GP conseguiu um feito histórico, fazendo uma dobradinha nos treinos e na prova, com nosso Rubens Barrichello em 2º lugar.

trata-se de uma galeria com os ingressos dos GPs de F1 aqui no Brasil. é um material riquíssimo, que vale a pena ser visto.

este post tem meus agradecimentos mais do que especiais para o jornalista e blogueiro Fábio Seixas, que comenta sobre F1 para o UOL. foi ele que começou essa galeria e juntou o material que seus leitores enviaram, foi super receptivo e deu permissão para que eu colocasse todos os ingressos em um post no Boteco para vocês.

mas antes dos ingressos, um apelo: se alguém tiver o ingresso de 1972 (o do primeiro GP Brasil e o único que falta!), por favor, entrem em contato com o Fábio! o e-mail é fabio.seixas@grupofolha.com.br

agora sim, os ingressos! abaixo de cada imagem o ano do GP e o nome de quem enviou:

f1-gp-brasil-1973
1973Sérgio Magalhães


f1-gp-brasil-1974
1974Alex Moreira


f1-gp-brasil-1975
1975Mauricio França


f1-gp-brasil-1976
1976 – Rui Gasco


f1-gp-brasil-1977
1977 – Rui Gasco


f1-gp-brasil-1978
1978 – Carlos Martins Ribeiro Júnior



f1-gp-brasil-1979
1979 – Roberto Martinez


f1-gp-brasil-1980
1980
- Roberto Martinez


f1-gp-brasil-1981
1981
- Rui Gasco


f1-gp-brasil-1982
1982
- Douglas Zela

f1-gp-brasil-1983
1983 – Celso Paiva / Carlos Bau


f1-gp-brasil-1984
1984 – Celso Paiva / Carlos Bau


f1-gp-brasil-1985
1985 – José Ragano


f1-gp-brasil-1986
1986 – José Ragano


f1-gp-brasil-1987
1987 – Antonio Tigre


f1-gp-brasil-1988
1988 - Antonio Tigre


f1-gp-brasil-1989
1989 – Celso Paiva / Carlos Bau


f1-gp-brasil-1990
1990 – Antonio Tigre


f1-gp-brasil-1991
1991 – José Ragano


f1-gp-brasil-1992
1992 – José Ragano


f1-gp-brasil-1993
1993 – Rafael Botto


f1-gp-brasil-1994
1994 – Edney Almeida


f1-gp-brasil-1995
1995 - Edney Almeida


f1-gp-brasil-1996
1996 – José Ragano


f1-gp-brasil-1997
1997 – Daniel Santana


f1-gp-brasil-1998
1998 – Edgard Souza


f1-gp-brasil-1999
1999 – Clóvis Moraes


f1-gp-brasil-2000
2000 – Guilherme Szafir


f1-gp-brasil-2001
2001 – Guilherme Szafir


f1-gp-brasil-2002
2002 – Aluisio


f1-gp-brasil-2003
2003 – Ricardo Squarizi


f1-gp-brasil-2004
2004 – Fabio Gasbarro


f1-gp-brasil-2005
2005 - Leonardo do Valle


f1-gp-brasil-2006
2006 – Ney Nelson Ribeiro Júnior


f1-gp-brasil-2007
2007 – Daniel Santana


f1-gp-brasil-2008
2008 – Ricardo Squarizi

o design dos antigos não parecem mais interessantes do que os mais novos?

e novamente, muito obrigado ao Fábio Seixas! (não se esqueçam: falta o ingresso de 1972!!)

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31 jan 2009 campanhas  |   por Paulo Cholla

dependendo da repercussão que o assunto tiver, ele pode vir a ser bem exposto na mídia brasileira. a Relish, marca italiana de roupas para mulheres jovens, lançou uma campanha para divulgar sua nova coleção com modelos teriam supostamente sido paradas em uma blitz da Polícia Militar, no Rio de Janeiro. estas modelos aparecem em fotos sendo abusadas por policiais, que passam a mão em suas coxas e bundas, e as seguram com certa truculência, como se fossem “machos estupradores”.

relish-rio-09-1

relish-rio-09-2

não vou entrar no mérito sobre ser o Rio, de sermos brasileiros, estão manchando nossa imagem no exterior, nada disso. acredito que o principal fator nesta campanha foi a escolha do Rio como cenário, por ser muito apelativo visualmente, com um cenário que é belo por si só. por isso, a Polícia Militar é a do Rio. não que isso seja perseguição contra a bela parcela de policiais corruptos e ligados ao tráfico de drogas, a corporação pode ficar tranquila quanto a isso, duvido que tal coisa tenha passado pela cabeça de quem fez esta campanha. aliás, duvido que quem fez esta campanha deva ter gasto muito tempo pensando nela.

este é um tipo de campanha que eu não gosto, por apelar grotescamente para a conotação sexual, e de maneira vazia. é uma zona de conforto, “funciona”, e todo mundo vai para casa feliz. o que resta disso é a certeza de que a campanha foi feita por um homem, que quis exaltar a testosterona masculina e mostrar a submissão feminina, afinal, ali as mulheres são tratadas apenas como um (suculento) pedaço de carne.

vi esta matéria no site do O Globo, e junto com ela havia uma enquete, perguntando quem teria a imagem prejudicada com esta campanha, seriam as mulheres brasileiras, italianas, a polícia do Rio, etc. mas agora eu pergunto: o que o Carnaval brasileiro mostra para o mundo? mostra como somos inteligentes, como não desistimos nunca, somos batalhadores, nossa força para construir um país melhor? ou mostra apenas que temos muheres gostosas, peitudas, que no carnaval podem sair peladas na rua dançando, homens podem se vestir de mulher e revelarem seu lado feminino e depois darem a desculpa padrão -ah, é carnaval!, e também servir como o nosso marco de ano novo, pois como a sabedoria popular já diz, o ano novo só começa no Brasil depois do Carnaval.

não defendo a Relish, com o argumento de que “ah, é isso que nós mostramos para o mundo, é isso que eles absorvem“, longe disso. acho que independentemente do país e da cidade que escolhessem, uma campanha de tão baixo nível é igualmente ruim e humilhante para as mulheres, para todas as mulheres, independente da nacionalidade. mas o Rio também tem um forte apelo para o turismo sexual, e na minha opinião isso é muito mais preocupante para a cidade do que esta infeliz campanha. as autoridades tem todo o direito e devem mesmo manifestar seu repúdio pela campanha, mas também é preciso tomar outras medidas para que a imagem do Rio e da Polícia Militar mudem para melhor, pois notícias de policiais em milícias, e enquanto crianças levarem tiro na cabeça, a imagem vai ser muito mais prejudicada do que com campanhas publicitárias infelizes.

assista também ao making of da sessão fotográfica em Ipanema.

via O Globo

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