What Design Can Do anuncia finalistas do Climate Action Challenge

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Nós já falamos aqui no BotecoDesign sobre o What Design Can Do São Paulo, certo? No dia 23 de novembro, durante o evento vamos conhecer os ganhadores do Climate Action Challenge – 35 projetos selecionados [entre eles, um brasileiro] trazem uma grande variedade de soluções para o mundo.

Uma estrutura que capta água pelo ar no Haiti, uma mochila que carrega uma estação de rádio que prevê desastres ambientais na Indonésia, uma frota de drones para plantar milhares de árvores e um templo móvel para ajudar comunidades a adotar um estilo de vida sustentável. Os 35 projetos selecionados no WDCD Climate Action Challenge são diversos em diferentes sentidos. Os selecionados foram revelados em Eindhoven durante a Dutch Design Week, na Creative Embassy of Climate Action, espaço do What Design Can Do, parte do World Design Event (WDE).

O Climate Action Challenge foi criado pelo What Design Can Do em colaboração com a IKEA Foundation e a Autodesk Foundation, e em 2017 recebeu 384 inscrições de 70 países. Os projetos são separados em três categorias: Profissionais Criativos (15 selecionados), Startups (10 selecionados) e Estudantes (10 selecionados).

Os projetos selecionados são de designers de 16 nacionalidades que enviaram proposta para os cinco tópicos estabelecidos (Água, Energia, Comida, Casa, Saúde), sendo o tópico Água o que recebeu o maior número de projetos. Em geral, a maioria das propostas enviadas conectavam diferentes tópicos e abordagens dentro do design (Comunicação, Produtos e Espaços, Serviços, Sistemas).

Entre os finalistas está um projeto brasileiro. Uma ideia pensada para a Amazônia.
O Amazon Climate Change Learning Center (Centro de Aprendizado sobre Alterações Climáticas da Amazônia) é resultado de uma imersão coletiva que durou 9 dias na Amazônia, coordenada pelo designer Ignacio Marti (espanhol com residência em Londres) e pelo arquiteto Marko Brajovic (croata naturalizado brasileiro), acompanhados pela bióloga especializada em biomimetica, Alessandra Araujo, e à frente de 10 arquitetos. A ideia é construir um Centro Flutuante às margens do Lago Mamori com o  objetivo de ajudar as comunidades locais a se adaptarem às variações extremas das marés. Exemplo de arquitetura resiliente e sustentável, a estrutura será projetada para resistir a fortes tempestades e fazer uso de refrigeração passiva (método que incorpora a tecnologia de criação para arrefecer uma construção sem a utilização de energia) e sistemas de circuito fechado de nutrientes. A construção empregará métodos e materiais locais, e uma vez concluído, o centro será sustentado por um programa anual que promoverá o ensino a estudantes e visitantes locais.

 

Diversidade  • O desafio buscava ideias para ajudar as pessoas a se adaptarem aos efeitos das mudanças climáticas. As soluções apresentadas foram diversas. Os projetos vão desde camas de fácil montagem para ajudar a conter surtos de doenças, depois de um desastre, por exemplo, até fazendas móveis para produção de comida, passando por colunas de gelo artificial para armazenamento de água para pavimentar azulejos criados para integrar a água da chuva as mudanças climáticas urbanas.

“Os resultados do WDCD Climate Action Challenge mostram que criadores do mundo todo estão preocupados com nosso planeta, e têm o foco no futuro”, diz o cofundador e diretor criativo da WDCD Richard van der Laken. “Eu estou feliz em ver que a educação é um componente-chave em vários projetos. Esses projetos revelam que se agirmos agora podemos fazer com que a próxima geração seja mais ativa e consciente. Estou convencido que o desafio proposto por nós contribui para esse grande objetivo.”

Um júri internacional, formado por nomes ligados ao design, mudanças climáticas e negócios, entre eles, o brasileiro Fred Gelli e a mexicana Patricia Espinosa, estará reunido em São Paulo, na 3ª edição do WDCD, em 22 e 23 de novembro, onde selecionará os ganhadores que dividirão o prêmio de 900 mil euros.

Os ganhadores serão anunciados no segundo dia do What Design Can Do São Paulo. O anúncio, no entanto, não é o fim da linha: para os vencedores é o começo de um programa criado especialmente pela Social Enterprise NL para transformar em realidade suas propostas e investimentos. Conheça todos os projetos selecionados no site!

Confira o que vai rolar no What Design Can Do SP 2017


What Design Can Do – SP – 2017
22 e 23 de novembro de 2017, na FAAP

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Jean é um cara multi-disciplinar, estudou artes plásticas, design e comunicação, é designer na UNO+BRAND. "Party people" de carteirinha, ele também é editor do portal PLUGtronic.com